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Virada Empreendedora tem recorde de público e reforça a importância do segmento no País

 

ViradaEmpreendedora_2015 Fotos Ana Paula RME(126)Por: Paula Araujo

Com o tema “Empreenda, mude o Brasil”, a 5ª edição da Virada Empreendedora veio com a missão de motivar e aprimorar um dos principais agentes de geração de renda no País: o empreendedor.  De acordo com a pesquisa GEM (Global Enterpreneurship Monitor), o Brasil aumentou o número de empreendedores de 23% para 34,5% e segue isolado neste setor. Os Estados Unidos, por exemplo, 20% das empresas são de empreendedores.

Segundo Jack London, criador do e-commerce no Brasil e o primeiro palestrante da Arena Inspiração, “se nós não tivéssemos esse crescimento do desejo de empreender o desemprego no Brasil seria muito maior”. Ele também enfatiza a enorme fatia deste setor no mercado empresarial, “o número de pessoas que saiu da posição de empregado para empreendedor nos últimos cinco anos é muito grande. 92% das empresas no Brasil são pequenas e médias”, afirma.

Em um País onde os impostos são altíssimos, mesmo em maior número, os empreendedores desbravam caminhos tortuosos. “O que falta é ter um ambiente pronto para atender essa quantidade, porque se a pessoa abre um negócio e não tem suporte, crédito, apoio, e tem dificuldade para vencer a burocracia, ela se desmotiva e volta para o mundo corporativo”, explica Ana Fontes, proprietária do Natheia e da Rede Mulher Empreendedora, criadora e organizadora da Virada Empreendedora. “O governo precisa facilitar os processos e reorganizar os impostos de forma que o empreendedor não precise ficar ‘se matando’ para conseguir organizar a parte burocrática da empresa. Do outro lado, é preciso ter instituições para gerar mais conhecimento, como as universidades, e as grandes corporações comprando das pequenas empresas, porque através dessa movimentação é que essas empresas conseguem se desenvolver e ficar maiores. Também precisa de financiamento para tudo isso”, conta Ana que, ciente da sua responsabilidade como uma das pioneiras no empreendedorismo feminino, faz questão de incentivar e impulsionar o segmento. “A economia está ruim, o ambiente empreendedor em termos de impostos e burocracia ainda é ruim, mas isso não impede que boas iniciativas surjam. Quanto mais gente criando coisas, a chance do Brasil mudar de patamar é maior. E é isso que a gente vem mostrando com a Virada”.

- Como foi

Realizada em 25 e 26 de abril deste ano, na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, a Virada Empreendedora teve recorde de público e de conteúdo: mais de 2 mil pessoas estiveram presentes em 24 horas de programação ininterrupta, com um total de 10  arenas que variavam simultaneamente entre palestras, painéis, mesas de discussão, mentorias individuais e muitas atividades práticas dos temas mais variados. Os empreendedores puderam aprender questões jurídicas e dicas tecnológicas, saber o que os investidores procuram e como alavancar os negócios, estimular a criatividade, conhecer mais profundamente o e-commerce e o mercado de coworking, como fazer para os negócios terem impacto social, apresentar e aprimorar suas ideias, receber orientações focadas na própria ideia ou negócio, além de ouvir histórias inspiradoras.

Ana Fontes explica que a convivência com os empreendedores foi fundamental para perceber suas atuais necessidades e elaborar a programação com este foco. “O que fez a grande diferença da IV edição para esta é que tivemos atividades mais ‘mão na massa’. Arenas em que o empreendedor pode aprender a fazer um site, aprender uma ferramenta, criar um aplicativo... Conteúdos que eles enxerguem que vão resolver alguma coisa no negócio”.

Patrocinada pela FGV, EAESP, Algar Telecom, PayPal, Neolaw e Alstom, além do apoio de mais de 50 empresas, a Virada Empreendedora recebeu pessoas de diversas partes do País, muitas com a esperança de obter a solução para o seu negócio. “As pessoas chegavam aqui com questões que não conseguiam encontrar um caminho e saíram com várias possibilidades e oportunidades. Foi muito bacana porque a gente realmente inspirou essas pessoas”, conta Marianne Costa, proprietária da empresa Raízes Desenvolvimento Sustentável e curadora da Arena “Melhores Mentores” que ofereceu atendimento individual com especialistas de diversas áreas.

O evento também contou com expositores das mais variadas áreas como: comércio de joias, soluções auditivas, fabricação de buttons, desenvolvimento de aplicativos, soluções para organização e crescimento nas vendas, coaching e automação de marketing digital, além de food trucks. No meio de tudo isso foi realizada a arena em que o tema principal é a disputa: Startup Run + Pitch Fights, que nesta edição contou com um octógono para o confronto de ideias.

Com conteúdo extremamente variado e tantos destaques, a Virada Empreendedora mostrou mais uma vez a sua relevância para fomentar o empreendedorismo brasileiro. “O que eu mais ouvi dos participantes foi: estou saindo daqui transformado, com um monte de ideias, de coisas diferentes, de inspiração”, conta Ana, que já pensa na próxima edição. “Nós precisamos ter mais espaço para atender mais empreendedores e vamos continuar o trabalho de ter coisas práticas”, revela.

Ainda em formato colaborativo, o evento reforça o quão é importante a união do setor e o debate de ideias para obter o sucesso. Como diria a canção: “sonho que se sonha junto é realidade”.

- Confira o que aconteceu em cada arena:

Inspiração

Com curadoria de Ana Fontes e Isadora Leone, sócia da PitchCom, a arena responsável pela abertura e encerramento da Virada Empreendedora contou com nomes de peso e painéis extremamente interessantes. Logo no início, o visionário e simpático Jack London deu uma aula de história da internet e abordou temas polêmicos. Segundo ele, nos próximos 20 anos uma nova tecnologia substituirá a internet e modificará significativamente a vida e a maneira de fazer negócios. O que ele chama de “simulação do real”, que já se inicia com a utilização dos óculos rift, permitirá a total interação com produtos, como a realização de test-drives em automóveis sem sair de casa. De acordo com Jack, essas tecnologias “vão permitir que as vendas à distância, que é o caso do e-commerce, funcionem com muito mais eficiência”.

Ele também enumerou três itens fundamentais para o sucesso: autoconfiança, conhecimento e a certeza de errar em algum momento.  “Nenhum empreendedor no mundo, nem os maiores, deixaram de errar no seu caminho. Quando você acerta uma vez, você acha que vai acertar sempre, mas não vai”, explica. Ele também ressaltou a importância da educação e conhecimento no setor: “o Brasil precisa de mais empreendedores com conteúdo. Se você não tem um jeito de viver empreendendo, vá estudar! O Brasil precisa de pessoas com a capacidade cognitiva para mudar a realidade em que vivemos”. A afirmação rendeu muitas palmas da plateia.

A questão “erros versus acertos” também foi abordada no painel Jornada Empreendedora. Eldes Matiuzzo, fundador da Bidu, empresa que comercializa seguros pela internet, contou a história de seu antigo empreendimento, intitulado Fairplace, uma comunidade de empréstimos que em menos de 8 meses alcançou um grande sucesso, chegando a valer milhões de reais, mas que foi vetada pelo Banco Central e encerrou as atividades. Já Ana Julia Ghirello, COO da OLX, aconselha a “trabalhar sempre com o feedback do usuário” e afirma que “ninguém deve empreender para ficar milionário, mas sim porque acredita que vai gerar valor a alguém, só assim dará certo”.

Outro destaque da arena foi a palestra de encerramento “Metanoia: um novo jeito de liderar os negócios”, ministrada por Roberto Adami Tranjan, idealizador e diretor da Metanoia – Educação nos Negócios. Segundo ele, é fundamental manter o foco e saber exatamente o que deseja para obter o sucesso. “Se você não tem um propósito, está perdido. Se acha que tem, mas não tem ou tem mais se distrai com outras coisas, também está perdido”, afirma. Com uma proposta dinâmica e ao mesmo tempo doutrinadora, foi aplaudido de pé.

Sua Empresa Vai Virar

Na arena Sua Empresa Vai Virar, uma das mais disputadas do evento, com curadoria de Cláudia Mamede, sócia da PitchCom e Heloisa Motoki, sócia da Quali Contábil, os empreendedores receberam dicas fundamentais para alavancar os negócios.  Um dos destaques foi a palestra “Como ser um líder inspirador – dentro e fora do negócio, ministrada por Keine Alves, líder educador na Metanoia. De acordo com ele, “o verdadeiro líder divide as questões com a equipe” e, ao invés de ter medo, “pensa na competência que precisa ser desenvolvida”.

Durante a palestra, “Não dá para crescer fora da Internet”, por exemplo, Gastão Mattos, CEO da Braspag, empresa do grupo Cielo, trouxe dicas fundamentais para quem quer comercializar ou oferecer serviços pela web. “Para quem está começando os espaços de market place podem ser uma boa solução antes de criar o próprio site”, explicou Mattos.  Já Patrícia Santos de Jesus, sócia da EmpregueAfro, destacou a importância da inclusão social e profissional com a palestra “Diversidade para PMEs é possível”. Ela também contou que durante os primeiros nove anos da empresa tinha dúvidas se deveria se dedicar integralmente à sua consultoria de RH com foco na inclusão dos afrodescendentes e que teve algumas dificuldades até conquistar o primeiro contrato. “Eu fiquei indo e voltando para o mercado corporativo porque fechava projetos pontuais e não era suficiente”, conta.

 

Digital

Com curadoria de Fernanda Nascimento, consultora para PMEs em desenvolvimento de negócios e planejamento estratégico e Camila Achutti, engenheira de software da Iridescent, a Arena Digital também foi bastante disputada pelo público. Com um conteúdo em geral bastante prático, com temas “Como montar seu próprio site?” e “Criando seu app, do papel ao computador”, a arena também trouxe palestras de empresas importantes como PayPal e Google. A palestra “Como estruturar se negócio no e-commerce e alavancar suas vendas”, de Gabriela Szprinc, líder da área de PMEs e ONGs no PayPal Brasil, trouxe dados relevantes sobre o comércio eletrônico brasileiro: atualmente existem 450 mil sites de e-commerce, em maioria pequenos. “É preciso tirar o misticismo de que é preciso ter uma loja grande para vender online”, explica Gabriela.

No setor prático, a despojada Camila Achutti mostrou como pode ser simples criar um aplicativo sem grandes custos. Além de apresentar diversas ferramentas gratuitas, Camila ressaltou a importância de desenhar o projeto no papel e depois desenvolvê-lo em formato de teste para validá-lo com amigos e conhecidos a fim de descobrir erros e avaliar o aceite do aplicativo no mercado antes de fazer grandes investimentos.  Ela também indicou maneiras de identificar se o negócio necessita de um aplicativo ou site. “Se é preciso ter informações em tempo real ou utilizar geolocalização, é necessário um aplicativo. Mas, para outras atividades, um site responsivo (se adapta a qualquer dispositivo) pode ser suficiente. É legal ter uma startup, um app, mas às vezes não é o que você precisa”, diz.

Startup Run + Pitch Fights

Sob curadoria de Anderson Penha, sócio da Foltigo e da Symmetics, e Alice Sosnowski, autora do blog O Pulo do Gato, o Pitch Fights contou com um octógono para a realização dos confrontos de ideias e uma pequena palestra do lutador Charles “Do Bronx´s” e Nathalie Mikellides, ganhadora de 2014. Em 2015, 22 propostas foram inscritas com os mais variados temas: plataformas de serviços, alimentação, hospedagem, produtos para economia de água, aplicativos em diversas áreas, entre outros.

Durante a palestra “A importância de um bom pitch”, ministrada por William Gama, os participantes receberam dicas para estruturar a ideia e ter mais chances de vencer a batalha. “Tente explicar o negócio para a sua mãe, se você conseguir já está na metade do caminho”, explica. Segundo ele, os pitches precisam ser simples, trazer dados de mercado, contar como a ideia será transformada em produto e como o investidor vai ganhar dinheiro. “É preciso deixar a pessoa com vontade de saber mais”, diz.

Das 22 propostas, foram selecionadas 11 ideias que receberam orientações durante três horas.  16 mentores foram disponibilizados para auxiliar os participantes nas mais diversas questões. Quem não teve a proposta aprovada poderia escolher uma das ideias para participar “é o conceito de colaboração”, explica Penha. Após o prazo, as ideias deveriam ser apresentadas em 30 segundos aos sete jurados.

Nas fases finais, público e mentores tiveram direito a voto, além dos jurados. Vencedor com unanimidade, Jiovanni Coelho (35) apresentou o software Simtaxfarma, que pretende auxiliar as farmácias a compreender o complexo sistema tributário que rege este setor, a fim de tomar decisões mais assertivas em relação à escolha de produtos e preços dos medicamentos. “Um remédio genérico no Brasil tem um desconto muito agressivo, cerca de 90%, e muitas vezes o preço do produto fica menor do que a sua tributação. Um medicamento que custaria R$ 100,00 iria para R$ 10,00, mas as pessoas esquecem que teria mais 15% de substituição tributária, ou seja, olhar somente pelo desconto não é um bom negócio, acaba pagando para vender o produto”, explica Coelho, que pretende lançar a plataforma ainda neste ano, primeiramente em São Paulo.

O vice-campeão também ficou motivado com a classificação da sua ideia. Mário Stoquetti se cadastrou para participar da Virada Empreendedora um dia antes do evento e o seu pitch foi inscrito pelo amigo Mário Nakazato, que também participou da disputa, mas foi eliminado das oitavas de final.  Versátil, Stoquetti é formado em Administração de Empresas e é professor de Economia. Já foi proprietário de restaurantes e atuou com eletrônica. Também escreve livros independentes com histórias de cunho autobiográfico. O dispositivo para economizar água nos chuveiros a gás rendeu bons contatos. “Recebi uma proposta para financiar o meu projeto”, conta.

Após a final, Anderson Penha explicou a mudança de formato:      “no ano passado, viramos a noite para orientar os participantes, mas eles ficavam muito cansados no outro dia. Nesse ano, disponibilizamos 13 mentores que ficaram rodando com as equipes durante 3 horas e isso fez com que as lutas ficassem mais acirradas. Com exceção da final, as votações foram bem disputadas, não dava para saber quem seria o vencedor”. Ele também conta que percebeu uma mudança de nível dos participantes. “O pessoal está amadurecendo. Quando começamos, ninguém sabia direito o que era startup. Agora isso já é um assunto superado pelas pessoas que participam do evento. Os pitchs são mais estruturados e não são apenas de tecnologia”, observa Penha.

Os prêmios para o vencedor foram: três meses de aceleração na MidStage Ventures, curso de empreendedores da Metanoia, espaço no coworking Natheia durante um mês, ingresso no valor de US$ 1.000 para o evento de startups em Los Angeles, EUA – sem a inclusão de passagem área – e assessoria de imprensa por três meses. Os dois finalistas também receberam o direito de fazer um curso de empreendedorismo na FIAP.

Coworking Founders

Inicialmente elaborada para um público restrito, a arena tinha como objetivo debater benefícios e desafios dos espaços de coworking, trazendo histórias de proprietários destes espaços. Entretanto, a grande procura fez com que se tornasse também um espaço aberto ao público. “Abrimos porque tinha muita gente interessada. As pessoas queriam ideias para sanar as suas dificuldades”, conta Alexandra de Paula Y. dos Santos, curadora da arena e diretora da Associação Comercial e Industrial de Londrina.

Cada empreendedor tinha cerca de três minutos para apresentar o seu espaço e contar sua história. Salete Flores de Almeida, também curadora e sócia do Global Hug Coworking e Centro de Eventos em Ribeirão Preto explica, “fizemos uma dinâmica para entender os benefícios e dificuldades de cada um. No fim, percebemos que as dificuldades são as mesmas, entre elas, divulgação”.

Algar Telecom Futures Thinking e Inovação Aplicada

A Arena patrocinada pela Algar contou com palestras e dinâmicas de grupo ministradas pelos curadores Daniel Egger, sócio fundador da Foltigo, sócio da Mutupo e CrowdEnvisioning e Bruna Rezende, sócia da Infinitu Business Design. O objetivo era entender as mudanças da sociedade e o que pode gerar valor nos próximos 20 anos, definindo uma proposta robusta e sustentável, além de uma maneira de reinventar os negócios. Bruna definiu que inovação é “uma boa ideia que pode ser implementada” e ressaltou que essas ideias “devem gerar valor percebido pelas pessoas”. Ela também aconselhou a experimentar as ideias e, se der errado, começar algo novo. “Errar é bom, mas tem que errar e perceber rápido”, alerta.

E-commerce

Com a curadoria de Gustavo Santi, sócio da Laboratorium e a publicitária com MBA em marketing Preta Emmeline, a arena voltada para o setor que cresce mais que o PIB do país foi direcionada especialmente para pequenos e médios varejistas. Entre os temas abordados, questões jurídicas, dicas para maior rentabilidade, inovação e análise de mercado. Um dos destaques foi o “Site Clinic: Análise de lojas virtuais”, ministrado por Tiago Luz, sócio da Vtex, que avaliou durante a apresentação os erros e acertos de diversos sites de comércio eletrônico, inclusive os grandes. Ao final, Tiago também analisou as lojas virtuais dos participantes. Despojado, mas sem perder o senso crítico e a objetividade, Luz mostrou o que é bom e ruim para atrair os clientes. Segundo ele, homes com listas de produtos aleatórios, as quais ele chama de “bingo”, não são funcionais. O ideal é separar por categorias e usar boas e grandes imagens que mostrem conceitos transformados em desejos. “Categorização é mostrar profundidade. É mostrar tudo o que a loja tem sem mostrar todos os produtos”, explica. Ele também afirma que este tipo de mudança pode elevar o ticket médio em 300%. Outra dica é utilizar a cor verde para o botão “comprar”, já que esta cor está associada ao sinal de positivo, de confirmação, devido ao uso nas máquinas de cartão de crédito, por exemplo. Um leve brilho no botão também pode elevar a conversão em 9%. Ele ainda indica que promoções vinculadas ao cadastro na página inicial do site podem ser bastante eficientes, desde que mostrem ao visitante que ele abre mão de ser vip ou receber o desconto se não efetivar o cadastro e que a tática “compre junto” também é bastante funcional, desde que os produtos selecionados façam sentido.

No painel “Inovação no Varejo”, os participantes puderam ouvir histórias inspiradoras de empreendedoras que conquistaram o sucesso. Tainá Barrionuevo, fundadora da PhD, primeira galeria de arte para vestir do mundo, contou que recusou investimento no início do negócio. “Eu não estava preparada, preferia que ajudassem comprando produtos”. Hoje ela possui 140 artistas cadastrados e mais de 700 artes. Além das vendas online, ela possui uma loja física na Galeria Metrópole, no centro de São Paulo. “A aceleradora me ensinou a abrir a empresa de fato. Todos os processos e as dúvidas são normais. Hoje tenho uma visão maior do negócio”, explica.

 

Melhores Mentores

Com 14 mentores de currículos invejáveis disponíveis para orientar os empreendedores, a arena Melhores Mentores, sob o comando de Marianne Costa, proprietária da empresa Raízes Desenvolvimento Sustentável e curadora ao lado de Thiago de Carvalho, country manager da Clinton Education no Brasil, foi um grande sucesso na Virada. “O principal objetivo da arena é apoiar os empreendedores que têm questões dos seus negócios em diversas áreas, desde o modelo de negócios, passando por estratégia, marketing, posicionamento, finanças, capitação de recursos e investimentos. Conseguimos ter um leque variado de mentores com bastante experiência e know-hall”, explica Marianne.

Os empreendedores contavam com atendimento individual de aproximadamente 15 minutos e podiam obter orientação de mais de um mentor. Marianne conta que a maioria dos participantes era de empreendedores que já possuem um negócio, mas também tiveram pessoas com apenas a ideia e necessitavam de refinamento. Para direcionar aos mentores, “nós fizemos um filtro, escutando um pouquinho da história do empreendedor para direcionar fim de ter um aproveitamento melhor”.  Muitos participavam, assistiam às outras palestras e voltavam para novas orientações. Segundo Marianne, os resultados foram bastante positivos: “os depoimentos que tivemos foram sensacionais. Todo mundo saiu super feliz e realizado”, comemora.

Empreendedorismo Criativo

Sob o comando de Alice Coutinho da CEMEC, Erick Krulikowski da iSetor e Raúl Javales da TNVG, a arena da madrugada realizada na CEMEC, contou com um bom e animado público que não abriu mão da interação e do conhecimento mesmo debaixo de chuva. O clima descontraído no simpático e aconchegante sobrado contou com atividades que motivam a criatividade, incluindo economia criativa, crowdfunding, identidade da marca, construção de cidades e muito bate-papo, além de show e workshop musical com a cantora Alana Moraes e sua banda.

Empreendedorismo Social

Coordenada por Marcelo Nakagawa, diretor de empreendedorismo da FIAP, entre tantas outras funções, e Marianne Costa, a arena voltada para negócios sociais também obteve enorme audiência.

Em formato world café e divido em quatro grandes grupos, o público participou de dinâmicas de aproximadamente 40 minutos cada, com os temas: “Refletindo sobre o propósito de empreender e a ideia de negócio: Como criar um negócio social a partir dos meus princípios e propósitos?”, comandada por Nakagawa; “Captando Recursos de Investidores para Negócios Sociais”, por Haroldo da Gama Torres; “Criando um modelo de negócio escalável: Como criar negócios escaláveis, lucrativos e que ainda tenham impacto social (e ambiental)?”, por Fernando Ring e  “A vida de um empreendedor de negócio social: Como lidar com o dia-a-dia de um negócio que precisa ser lucrativo e ao mesmo tempo ter o maior impacto social (e ambiental) possível?”, por Renato Kiyama. Bastante participativos, os empreendedores puderam esclarecer dúvidas e debater os assuntos propostos, sempre com o foco de preparar melhor para empreender negócios com impacto social e ambiental, mas também lucrativos.

De acordo com Nakagawa, “não é preciso se preocupar se o negócio está mais para o capitalismo do que para o lado social, desde que não perca esta essência”. Além disso, Nakagawa alertou para o risco da obsessão por elevar o impacto social: “isso pode virar uma doença, você pode ter mais impacto, mas precisa avaliar se está de acordo com o seu modelo de negócios”. Como dica, ele sugere que o empreendedor tenha duas ou três referências de outros empreendedores e que ele mesmo estabeleça a sua meta.

Ele também explicou que este tipo de negócio possui três pilares: evitar o fim de algo bom; consertar algo errado ou elevar a qualidade de vida. “Talvez seja necessário reinventar o negócio depois de um tempo, mas isso não muda a questão social. É a sua essência que está empreendendo”, explica.

Fonte: Divulgação

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