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COLUNISTAS









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Vencedora do PitchFight Conta Sua História

A equipe da Rede Mulher Empreendedora foi à luta e conseguiu trazer uma ótima história para vocês, nossas leitoras assíduas, entrevistamos a Nathalie Mikellides, que foi a primeira mulher a vencer o PitchFight da Virada Empreendedora. Nathalie é dona da Forcefield, primeira empresa brasileira a criar protetores bucais personalizados para lutadores nacionais e internacionais. Seu início foi no ano de 2005, quando aproveitou o auge dos esportes para ganhar dinheiro e em 2008 fundou uma unidade nos EUA.

Acompanhe essa entrevista e inspire-se para continuar sua jornada empreendedora:

Rede Mulher Empreendedora: Qual foi a maior dificuldade que enfrentou quando decidiu se tornar uma empreendedora?

Nathalie Mikellides: Eu acredito que a maior dificuldade é conciliar o meu tempo com a família, empreendedor não tem muitos horários fixos de trabalho, e nem Sábado ou Domingo. Na época eu tinha praticamente dois bebes em casa. Uma de um ano e outra de dois anos...  Para você ter uma ideia já participei de várias reuniões e eventos levando as minhas filhas junto. Elas já estão até acostumadas rsrs...

Para alguns isso pode não parecer muito profissional, mas para quem tem uma vivência, cultura e inclusive profissionalismo sabe o quanto é importante estar na sua competência em trazer resultados.

É assim que trabalha a Google hoje. Não importa quantas horas você trabalhou, aonde trabalhou, ou que horas você chegou na empresa (se é que você foi para a empresa) o que vale é o seu RESULTADO.

RME: Conte-nos um pouco como foi começar um empreendimento novo em um mercado tão masculino?

Nathalie: Sempre fui muito bem tratada por todos os atletas com que trabalhei, mas no início as pessoas não sabiam da minha competência em confeccionar protetores bucais e achavam que eu como mulher não entendia nada de luta, e não poderia confeccionar protetores bucais para atletas com mais de 100 quilos e lutadores do UFC um dos eventos mais violentos do mundo. Então eu preferi ocultar que eu era a proprietária e criadora da Forcefield. Inclusive já me passei como funcionária da empresa muitas vezes... O que foi muito bom, pois conseguia feedbacks preciosos dos meus clientes.

RME: Como você enxerga o mercado empreendedor no Brasil, já que atua em outros países? Poderia fazer um comparativo?

Nathalie: O maior problema no Brasil ainda é a grande burocracia para se abrir uma empresa e os impostos chegam a ser ridículos em comparação aos benefícios que nos traz.

Nos Estados Unidos em cinco dias a minha empresa estava aberta, não é necessário contador, taxas disso ou daquilo, você mesmo entra no site do governo faz o preenchimento do formulário, os impostos são muito mais simples, sendo possível controlar internamente. Você mesmo fecha o seu mês e paga o seu imposto e acabou simples assim...

RME: Qual é a sua relação com a concorrência?

Nathalie: Estamos no mercado há nove anos. Fomos a primeira empresa a comercializar protetores bucais personalizados. Temos um nome muito forte, e principalmente a nossa experiência na confecção de protetor bucal. Cada protetor que lançamos ou que algum atleta patrocinado nosso usa a concorrência procura copiar...  Por isso temos uma equipe de designers fantástica que está o tempo todo criando novos modelos de protetor bucal. O mercado é grande e para nós a concorrência veio para nos ajudar a provar que a qualidade do Forcefield é visivelmente melhor. Quando coloca um Forcefield ao lado do da concorrência a diferença é gritante.

RME: Uma boa propaganda para você é...?

Nathalie: O sorriso no rosto do atleta no final da sua luta, mostrando um pouco da mensagem que ele escolheu em transmitir. Alguns escrevem Jesus, outros colocam dentes, Bandeira do seu País, nome da filha etc...

Quando um lutador famoso sorri usando um protetor bucal da Forcefield a repercussão é imediata.

Mas a nossa maior satisfação é ter o atleta no final da sua competição sem lesão!

RME: Qual a sua experiência com networking, positiva negativa? O que acha dessa pratica que hoje é tão difundida e aceita?

Nathalie: Para mim todo tipo de ferramenta que possa nos aproximar das pessoas é bem vinda.

Eu uso muito a minha rede de contatos para gerar novos negócios, e tem funcionado bem.

RME: Como foi para você ser a primeira mulher a vencer o PitchFight da Virada Empreendedora? 

Nathalie: Eu não sabia o que era e nunca tinha participado em nada parecido.

Me disseram que eu teria 1 min. para falar da minha empresa, mas no dia se não me engano tinha umas 30 pessoas querendo apresentar  seus negócios. (muito mais do que o esperado), conclusão a apresentação da empresa passou de 1min. para 20 seg. Esse foi o meu primeiro desafio, chamar a atenção dos jurados em 20 seg. Aos poucos fui eliminando os competidores e quando eu vi estava na final.

Para mim o melhor de vencer o PichFight foi ter a validação do meu negócio, Essa sensação de que não somente eu acho que eu tenho um bom negócio, mas mais cinco pessoas especialistas também acharam, foi fantástico!

RME: Poderia deixar alguma dica para nossas empreendedoras?

Nathalie: Todos os negócios são bons, tudo depende de como trabalhamos com ele. As vezes trabalhamos duro de seg. a seg. e parece que nada muda. Muitas vezes as coisas não mudam, pois continuamos a fazer tudo do mesmo jeito dia após dia e nem percebemos isso. Tente usar estratégias diferentes, procure clientes em locais que jamais pensou, converse com pessoas novas, faça novos cursos, você vai ver que tem muitas pessoas batalhadoras como você, que tem a generosidade de dividir dos seus conhecimentos com VOCÊ!

Colaboração
Equipe Forcefield
Equipe Rede Mulher Empreendedora
Entrevista realizada por Cláudia Mamede, sócia da PithCom e Tatty Nascimento, jornalista da RME

Fonte: Divulgação

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