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Trajetórias de Mulheres de Sucesso

Bate-papo na ESPM traz histórias de executivas que são referências em suas áreas de atuação

Dando continuidade às comemorações do Dia Internacional da Mulher, aconteceu na ESPM-SP, o evento “Trajetórias de Mulheres de Sucesso”, um bate-papo com executivas que são referências em suas áreas de atuação. O evento foi organizado por Rose Mary Lopes, do núcleo de empreendedorismo, Paula Calil, da Incubadora, e Tatiana Ferrentinim, de Carreira, e a área de Marketing. 

Participaram da conversa Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora e do NATHEIA, além de curadora da Virada Empreendedora, Andrea Salgueiro Cruz Lima, VP da área de Personal Care da Unilever e a única mulher no Conselho da Empresa; Liana Rangel, empreendedora do Atelier Fabiola & Liana, especializado em bolos decorados e doces para festas; Marina Mattar, empreendedora do restaurante Al Basha; Elisabeth Dau Corrêa, VP Administrativo-Financeira da ESPM e Bruna Villas Boas Diehl, gerente de Marketing da IBM e autora do livro “Elas Empreendedoras”.

"Todas estas mulheres enfrentaram muitos desafios para chegar à posição que estão em suas carreiras e têm histórias muito inspiradoras” enfatizou Jane de Freitas Mündel, gerente de marketing da graduação da ESPM-SP na abertura do evento.

No início do bate-papo todas as mulheres mostraram objetos significativos para elas. Com porta-retratos dos filhos, livros e celular, as mulheres mostraram a importância de ter um suporte familiar. “Trouxe um colar com vários elos para representar aqueles que me ajudaram na minha trajetória: minha equipe, minha família, meus amigos. Todos eles representam a integração, a força e a conectividade”, disse Elisabeth Dau Corrêa.

FLEXIBILIDADE É A PALAVRA-CHAVE PARA A MULHER

O que permeou toda a discussão foi a flexibilidade que a mulher contemporânea precisa para conciliar vida profissional e pessoal. “Sempre fui transparente dentro da companhia. Queria crescer na carreira, mas minha prioridade sempre foi a família”, afirmou Andrea, da Unilever. Ela disse que a mulher tem muita dificuldade de dizer não e negociar para ela mesma. “Acredito que o diferencial foi desenhar a minha trajetória profissional respeitando a minha identidade e meus desejos, sem olhar para o outro”. E completou: “Quem olha muito para o lado, bate o carro”.

Andrea destacou a importância das empresas serem bilíngues, no sentido de falar a linguagem dos homens e também das mulheres. “As empresas mais competitivas hoje são as que têm mais mulheres em cargos de liderança”, afirmou. Ela contou que a Unilever tem um programa agressivo para atingir a equidade de gênero na empresa justamente para enfrentar o êxodo de talentos de mulheres com 30, 40 anos que deixam o mundo corporativo e partem para outros caminhos em busca de flexibilidade.

Ana Fontes, da RME, que também já foi executiva no mundo corporativo por muitos anos, contou porque encarou o empreendedorismo como uma opção de carreira. “Queria crescer profissionalmente, mas minhas prioridades eram minhas filhas”. Ela também explicou que as competências do mundo corporativo não preparam para o empreendedorismo. “É preciso ter humildade para aprender tudo de novo”, contou.

Ana Fontes trouxe números interessantes mostrando que das 10 milhões de empreendedoras brasileiras, mais de 80% ainda focam seus negócios na prestação de serviços e comércio. “Elas se mantém em mercados que se sentem mais à vontade e não arriscam em outras searas, como tecnologia, por exemplo. No entanto, as empreendedoras buscam capacitação e aprendizado”, afirmou.

Bruna Villas Boas Diehl, autora do livro “Elas Empreendedoras”, contou que as mulheres têm características que são essenciais para atuar no empreendedorismo, como a visão holística, a busca por fazer a diferença. “Elas têm que usar isso como vantagens, diferenciação de mercado”, argumentou.

MOTIVAÇÃO E GARRA

Com nuances diferentes, todas estas mulheres afirmaram que a motivação é um ingrediente essencial para seguir em frente: “A gente consegue tudo, é só ter um sonho e seguir adiante”, disse a libanesa Marina Mattar. “Temos muitos pratos para equilibrar, por isso é importante celebrarmos as conquistas”, completou Liana Rangel. “É essencial manter sua identidade, ser você e não tentar seguir a expectativa dos outros”, salientou Andrea.

Por fim, o bate-papo acabou com a escolha de uma palavra-chave que simbolizasse suas trajetórias. Autenticidade, surpresa, luta, dedicação, doação e perseverança foram as palavras escolhidas. Um bom começo para todas nós mulheres refletirmos, aprendermos e usarmos como mantra nas nossas vidas.

 

*Alice Sosnowski escreve há 4 anos o blog O Pulo do Gato, que tem a missão de inspirar empreendedores a inovar. Também é cofundadora da Rede Mulher Empreendedora e especialista entrevistada para a pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor).

Fonte: Divulgação

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