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Sou Mãe Empreendedora

 

Todas as segundas-feiras eu sinto um misto de tristeza e alívio. A mãe em período integral do final de semana, com pequenos intervalos enquanto os filhos dormem, dá espaço à mãe da labuta. É incrível como eu sinto falta das minhas duas personalidades quando estou ocupando o lugar da outra.

A mãe da semana tem dia cheio de reuniões e visitas, estaciona o carro, pega o metrô, entra no cliente sempre sorrindo. Tem que inspirar, os problemas pessoais ficam do lado de fora. Consegue, na maioria das vezes, estar bem arrumada, maquiada, roupa bem passada. Pelo menos tenta. Desenvolve seu lado intelectual que a faz sentir-se produtiva e confiante em si mesma. Arrasa! Mas fica esperando o momento de chegar em casa e se jogar cheia de beijos em cima da cria.

Na hora em que entra pela porta de casa o sorriso sai fácil quando o primeiro grito de “mamãe” ecoa no ar. E também tem que inspirar, os problemas do trabalho ficam do lado de fora. A roupa amassa, o cabelo despenteia, mas o riso e a satisfação rolam soltos. Não há nada mais gostoso que um abraço apertado nos filhos e o sentimento de aconchego no ninho. Mas então vem junto o corre-corre, hora do banho e da janta. Escova os dentes, conta uma estória, põe para dormir e a gente fica tão cansada que precisa de outras 8 horas de trabalho para “descansar”.

Narrando desta forma parece que tudo é simples... mas o cansaço é tanto que sonhamos com o dia em que os avós, os tios ou os padrinhos entrarão pela porta numa sexta-feira e dirão: “esse final de semana cuidamos das crianças para você”. E você dorme 12 horas ininterruptamente, almoça junto – ao mesmo tempo, de verdade! - com o companheiro ou com as amigas, sem ninguém pulando de cadeira em cadeira ou correndo entre as mesas. Sem se estressar com a enrolação para esvaziar o prato ou ter que se desculpar quando deixa a mesa e vê que o chão está forrado de arroz.

Narrando desta forma, por que não pode ser tão simples? Somos todas tão iguais que não ter como não ter compaixão por outra mãe quando vemos uma criança de debatendo de birra no chão ou chorando sem parar dentro do avião. E somos solidárias: quem nunca substituiu a colega de trabalho naquela reunião importante que acontece justamente no dia do aniversário do filho em que ela prometeu estar presente no almoço ou quando ela sai correndo porque alguém em casa está queimando em febre?

Olhando mais de perto, somos todas normais e muito parecidas. Por isso, mesmo que todos os dias sejam das mães, vale parar e celebrar. Pela maluquice da nossa rotina e pela sanidade necessária às nossas ações, comemore. E agradeça por poder compreender cada linha desse texto, porque é bom demais rir lembrando de todo o malabarismo que a gente faz, mas que torna cada uma de nós incrivelmente feliz.

 

 

Fernanda Nascimento. Mãe do Bernardo e do Vicente, tem mais de 21 anos de experiência em marketing estratégico. É especialista em marketing digital e branding, com passagem por grandes multinacionais como o grupo americano Danaher e a alemã Volkswagen. Diretora de Desenvolvimento de Negócios da Rede Mulher Empreendedora, sócia da Stratlab, consultoria para PMEs na área de Desenvolvimento de Negócios e Planejamento Estratégico, incentiva a inovação para resultados mais rápidos e a digitalização do marketing para a certeza da conversão em vendas. www.stratlab.com.br

Fonte: Divulgação

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