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Sob o mesmo teto


Renata de Albuquerque*

É fato: a maior parte das pessoas que começa a empreender opta por trabalhar em casa e esse índice parece ser ainda maior quando olhamos apenas para as mulheres empreendedoras.

 

 

As razões são muitas, e vão desde a simples economia (é muito mais barato trabalhar em casa do que alugar uma sala comercial, especialmente quando se está começando e o dinheiro é mais curto) até a comodidade de não ter que enfrentar o trânsito que é a cada dia maior nas grandes cidades, passando pela vontade de conciliar vida profissional e pessoal – um dos argumentos mais comuns que levam uma mulher a se tornar empreendedora é a vontade de poder acompanhar o crescimento dos filhos mais de perto.

 

Mas nem todo mundo se adapta ou consegue manter a rotina de fazer o lar e o trabalho conviverem sob o mesmo teto. No primeiro momento, é muito difícil que as outras pessoas (amigos e familiares) entendam que você está em casa, mas que aquele é também seu local de trabalho. Então, surgem telefonemas fora de hora, para falar sobre assuntos que poderiam esperar o “fim do horário comercial”, e pedidos de favores: ir ao banco, buscar um remédio na farmácia, resolver um problema de documentação em um cartório, acompanhar alguém ao médico.

 

É claro que quem opta por trabalhar em casa tem como objetivo também ter mais flexibilidade de horário para poder justamente fazer algumas coisas que outras pessoas não podem fazer. Mas é muito importante colocar limites para que as horas trabalhadas sejam produtivas. Em outras palavras: limites para que você não passe o dia todo fazendo outras coisas, porque você está ali para trabalhar e se dedicar ao seu negócio.

 

Minha profissão permitiu que eu optasse por trabalhar em casa – e lá se vão mais de dez anos. Sou jornalista e adoro esse modelo, que se tornou possível com o maravilhoso advento da internet de banda larga, dos comunicadores de mensagem instantânea (ICQ, MSN, Skype) e outras facilidades tecnológicas. Como escreveu Fernando Pessoa, “da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo...”.

 

Mas para conseguir isso, tive que, aos poucos, descobrir formas e estratégias para preservar a produtividade do trabalho. E agora compartilho algumas dessas dicas com vocês:

 

1-      Faça uma separação física entre o “lar” e o escritório”: o ideal é usar um quarto da casa ou apartamento para trabalhar, colocando naquele cômodo tudo o que você precisaria ter no seu escritório se não estivesse trabalhando em casa: computador, telefone, livros de consulta, impressora etc. Isso é muito bom não só na hora de trabalhar – porque tudo fica à mão e a produtividade aumenta – mas também na hora de descansar. Afinal, é muito comum que quem trabalha em casa estenda tanto o horário de trabalho que acabe sem tempo para descansar. Tendo um cômodo separado, quando terminar o trabalho, será mais fácil fechar a porta, respirar fundo e pensar “volto amanhã”, com a sensação de dever cumprido e sem culpa por parar naquele momento.

2-      Tenha duas linhas telefônicas: uma pessoal e uma comercial. Isso vai ajudar a criar a imagem, para outras pessoas, de que você está trabalhando “de fato” e os “pedidos de favor”, as “conversas fora de hora” serão drasticamente diminuídas. E, na hora do descanso, se o telefone comercial tocar, você não terá a necessidade de atender, pois haverá um horário estabelecido para o trabalho.

3-      Estabeleça um tempo para você. Pode parecer paradoxal, mas muitas vezes o trabalho da empreendedora consome o tempo que gostaríamos de ter para nós. Então, não deixe de ir à academia, ler o jornal diário ou fazer as unhas. Cultive esses hábitos simples. Eles são fundamentais para manter o seu bem-estar.

4-      Separe um tempo para as tarefas domésticas. Se você for como eu sou, não vai conseguir trabalhar vendo sua casa desarrumada, com tudo fora do lugar. Então, coloque na agenda um horário para organizar sua casa, de maneira que isso não prejudique o seu trabalho.

5-      Convença-se antes de convencer sua família. Valorize seu trabalho feito em casa tanto quanto aquele que você fazia antes, no escritório, em outro endereço. Quando você interiorizar que esta é uma “nova forma de trabalho” e não apenas um “quebra-galho”, estará pronta para conversar com seu marido e filhos sobre a importância de ter paz no ambiente de trabalho. E, acredite, se você explicar com convicção e bons argumentos, eles entenderão de forma surpreendentemente natural esse novo jeito de trabalhar. 

 

*Jornalista, com mais de quinze anos de experiência em comunicação corporativa. Em 2012, fundou a RDA Comunicação Corporativa, que fornece conteúdo (sites, blogs, newsletters, revistas e livros) a clientes de pequeno e médio porte, dos mais variados segmentos de mercado. 

Fonte: Divulgação

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