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RME na Revista Venda de Franquia

Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora, foi destaque na revista Venda de Franquia ao falar sobre a RME na matéria "Rede de apoio a mulheres empreendedoras é grande aliada". Confira na íntegra:


Matéria publicada na Revista Venda de Franquia
Data:  dezembro/2013 - número 2
Textos: Raissa Viegas
Fotos: Arquivo

Rede de apoio a mulheres empreendedoras é grande aliada

Donas do próprio negócio estão cada vez mais buscando trocas de informações e experiências. Confi ra a entrevista com Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora.

Ana Lúcia Fontes tem 47 anos, é graduada em Propaganda e pós-graduada em Marketing pela ESPM e Relações Internacionais pela USP. Participante do Programa de Desenvolvimento de Executivos pela Fundação Dom Cabral. Atuou na área de Marketing por mais de 15 anos, com passagens por multinacionais como Volkswagen do Brasil.

Palestrante e Consultora de Marketing com vários cases premiados. Foi uma das participantes do programa 10.000 Mulheres da FGVGoldman Sachs. Atualmente, é professora de ambiente empreendedor no programa 10.000 Mulheres da FGV e do programa Empreendedorismo em Ação do Insper. Mentora e jurada de várias competições de empreendedorismo. Especialista em empreendedorismo feminino.
Fundadora da Rede Mulher Empreendedora, a primeira e maior rede de apoio a empreendedoras do Brasil e do NATHEIA, também curadora do evento anual Virada Empreendedora, um dos maiores eventos de empreendedorismo do Brasil.

Neste ano, foi uma entre as duas únicas brasileiras selecionadas para o programa de Fellows da Vital Voices de 2013, organização internacional de importante renome e que apoia iniciativas para mulheres empreendedoras no mundo. Foi também uma das quatro finalistas brasileiras do programa Women Change Makers da Womanity Foundation. Confira a entrevista exclusiva para a revista Venda de Franquia.
 
 Conte um pouquinho sobre a sua história como empreendedora. Desde jovem, você já se enxergava como empreendedora?
  
Eu nasci em Igreja Nova (AL), de uma família de 10 filhos, meus pais migraram para SP, em 1970, em busca de uma vida melhor. Passar por uma infância complicada, acho que nos torna empreendedores naturalmente.
Sempre gostei de ajudar pessoas e de estudar. E isso fez uma enorme diferença. Cursei Publicidade e Jornalismo e fiz Pós-Graduação em Marketing, trabalhei em multinacional e fui executiva. Mas não me sentia mais feliz com o modelo de trabalho do mundo corporativo.

Algo ou alguma pessoa serviu como inspiração para partir para o lado do empreendedorismo?

Minha família. Eu queria ter mais liberdade de trabalhar e, ao mesmo tempo, poder cuidar da minha família.
 
Como surgiu a ideia de fundar a Rede Mulher Empreendedora?

Participei de um programa chamado 10.000 Mulheres da FGVGoldman Sachs e percebi o quanto as mulheres estavam empreendendo e aqui no Brasil não existia nenhuma rede de apoio estruturada para ajudá-las. Dessa necessidade, enxergamos uma oportunidade e, junta mente com uma colega de curso, resolvemos criar a Rede Mulher Empreendedora.

Como você enxerga o empreendedorismo feminino? Necessidade ou oportunidade?

Ele ainda é mais por necessidade, mas à medida que amadurecem e que surgem mais empreendedoras, elas estão entendendo que a oportunidade é que faz a diferença. A chance de sobrevivência da empresa é maior, quando você cria um negócio, porque enxergou que existem clientes e não o contrário. Negócios por oportunidade são a melhor solução e, por que não criar negócios de oportunidade para atender uma necessidade das mulheres, que é administrar o tempo com mais flexibilidade?

 Para você, quais os fatores que levam às mulheres a empreender? Tornar-se mãe, por exemplo, tem sido o grande fator impulsionador? Por quê?
  
Sem dúvida, se tornar mãe é um grande impulsionador, pois os filhos exigem, de fato, mais tempo. E o que elas querem não é trabalhar menos, elas querem liberdade e flexibilidade para administrar casa, vida, família  e filhos. Mas, também, o ambiente corporativo ainda é hostil mesmo que as empresas digam que não. Se não fosse hostil, teríamos mais do que 14% de mulheres nos
cargos de direção.

 Como você enxerga o mundo online enquanto espaço para mulheres empreendedoras? Ele se torna um grande aliado para aquelas que ainda têm dúvidas?

 É um grande aliado. Hoje, as redes de apoio são fundamentais para as empreendedoras, porque oferecem um suporte, que a vizinhança antigamente oferecia. E isso, de fato, não tem preço. Organizar a vida, com as ferramentas existentes hoje, é, sem dúvida, uma grande ajuda.

 
Você acredita que o setor de franquias seja uma grande oportunidade para mulheres que querem empreender? Quais os segmentos que você apontaria oportunos para essas mulheres?

Sem dúvidas, o setor de franquias é uma oportunidade para mulheres, o apoio do franqueador e o conhecimento do segmento são importantes para o crescimento do negócio. As mulheres empreendem normalmente em áreas de conforto. Portanto, as franquias que têm a ver com a realidade das mulheres são as mais buscadas por elas. Franquias de serviços, beleza, estética, alimentação, entre outras. O importante para elas é estar num negócio que represente algo que elas gostam de fazer.
     

E para aquelas que já possuem um negócio e gostariam de expandir, quais os cuidados a serem tomados?

Avalie bem o segmento em que você atua, não tenha medo dos concorrentes. Muitas vezes, é importante entender como eles atuam para entender o segmento. Busque informações e conhecimentos. Faça networking, ele é fundamental para o seu negócio. Procure ajuda de um mentor, alguém com mais experiência, com quem você possa trocar informações. Cuidado com as falsas promessas de ganhos rápidos, um bom plano de negócios, simples, abrangendo as principais áreas é fundamental. Não fuja das questões financeiras, elas são fundamentais para o seu desenvolvimento, procure entender o que os números dizem sobre o seu negócio e as melhor es formas de você crescer.

 Que dicas você dá para mulheres que querem empreender, mas não sabem como começar?

Procure redes de apoio, como a Rede Mulher Empreendedora, como o Sebrae e as associações locais. Empreender, muitas vezes, é solitário e ter apoio é fundamental para os momentos de dúvida, além de ser muito importante para o networking. Pesquise e busque conhecimento, ele é uma arma fundamental para qualquer empreendedor.

 

Para ser dona do próprio, é preciso ter atitudes importantes. Veja algumas que podem ajudar a ter bons resultados:

  • Tome a iniciativa! Vá em busca de informações e oportunidades, trabalhe sua capacidade de conseguir recursos para o seu negócio.
  • Planeje-se! estabeleça metas de curto e longo prazo, acompanhe o andamento das ações da empresa. Siba aonde quer chegar.
  • Administre o tempo! saiba dividir as responsabilidades do negócio com sua vida pessoal.
  • Inove! explore sua capacidade criativa, produza, crie, divulgue. Não basta apenas administrar o negócio.
  • Comunique-se! estabeleça uma rede de contatos, troque experiências, aprenda e ensine

Fonte: Divulgação

Sobre o autor:
Equipe RME

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