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Rede social pioneira incentiva troca de habilidades entre usuários


imagem Ricardo Biserra
 

É craque em futebol e quer aprender a tocar guitarra? Bliive ajuda a encontrar quem pode ensinar música e quem quer dominar a bola. Criada por jovem advogada, a plataforma colaborativa promove intercâmbio de habilidades sem gastar dinheiro. A moeda de troca é o tempo livre.

Para cada pessoa que precisa de auxílio existe alguém interessado em ajudar. Essa é, basicamente, a filosofia do Bliive, rede social pioneira no Brasil que promove a troca de habilidades entre os usuários. A grande sacada da rede colaborativa é que ninguém precisa pagar para aprender o talento do outro: o negócio acontece na base do escambo de tempo livre.

Os interessados se cadastram na plataforma, oferecem aos demais usuários os talentos que possuem e, em troca, recebem TimeMoneys (nome dado às moedas da rede), para usufruir das habilidades de que precisam. Por exemplo, um professor de inglês necessita de ajuda para consertar sua bicicleta, que está quebrada há muito tempo. Ele se cadastra no Bliive, oferece aulas de idioma e ganha TimeMoneys para ir em busca de um mecânico disposto a ajudá-lo. O mecânico, por sua vez, passa a ter um TimeMoney pelo serviço e pode ir em busca de alguém que o ensine a tocar a guitarra que ganhou de aniversário.

Criado por Lorrana Scarpioni, de 24 anos, que vive no Paraná, o Bliive pretende mostrar às pessoas que, em um mundo onde o dinheiro é cada vez mais valorizado, “ser”, e não apenas “ter”, ainda é algo muito importante. “Queremos ser referência em colaboração, inovação social, relações humanas positivas, economia criativa e consumo sustentável”, explica Lorrana.

No ar há mais de um ano, com versões em português e inglês, a proposta do negócio social já foi abraçada por mais de 48 mil internautas, espalhados por 90 países de todo o mundo. Os brasileiros representam cerca de 90% dos usuários, seguidos por pessoas de Portugal, Estados Unidos e Reino Unido, nessa ordem. “O Bliive já proporcionou mais de 13 mil trocas, sendo que 1.547 estão finalizadas”, contabiliza Lorrana.

Acreditar sempre

O nome Bliive é uma referência ao verbo believe (acreditar), em inglês, e não foi escolhido à toa. Para conseguir tirar a ideia da plataforma colaborativa do papel e torná-la realidade, Lorrana teve de perseverar muito. “A plataforma do Bliive era cara, eu paguei com o dinheiro do estágio que fazia, na Procuradoria da República do Estado do Paraná, e tive a ajuda dos meus pais, que me deram o dinheiro que estavam guardando para a minha formatura”, conta.

Graduada em Direito e Relações Públicas, a jovem é envolvida com trabalho voluntário desde pequena. A inspiração para o Bliive, no entanto, veio aos 21 anos, quando era universitária e assistiu a documentários sobre economia alternativa e colaboração online.

Dois conceitos estavam na cabeça de Lorrana: troca de tempo e ajuda mútua, mas não foi fácil encontrar pessoas que embarcassem no projeto. O primeiro a abraçar a ideia foi o advogado Roberto Pompeo, seu então professor de direito. Unidos pela ideia, eles recrutaram o resto da equipe, que hoje é formada por seis pessoas.

“O mais legal do Bliive é experimentar coisas que você não conhece e não teria dinheiro para fazer”, diz Cecília Pestana, 27. A coordenadora pedagógica mora em Curitiba e é usuária assídua da rede social. Nos últimos meses, ela fez aulas de violão, massagem, skate, malabares, tarô, bateria, linguagem de sinais e hip hop ‒ tudo de graça. “E, de quebra, ainda ganhei amigos”, conta.

Reconhecimento planetário

O negócio social já rendeu vários prêmios nacionais e internacionais ao time. No fim de abril, Lorrana foi considerada um dos dez brasileiros mais inovadores com menos de 35 anos pela edição em português da Technology Review, renomada revista de inovação do MIT (Massachusetts Institute of Technology). Ela era a mais nova da lista, que tinha somente duas mulheres.

Agora, parte da equipe do Bliive está morando em Glasgow, na Escócia, por conta de outro prêmio de empreendedorismo que venceu, o Sirius Programme. Eles ganharam cerca de R$ 200 mil para desenvolver melhor o negócio internacionalmente.

Entre os planos, está traduzir a rede social para alemão, francês e espanhol, lançar um aplicativo e investir no Bliive Grupos, o principal produto do Bliive, que pretende vender a empresas, escolas e organizações o acesso a uma área restrita da plataforma. O objetivo é promover a colaboração em ambientes internos, entre alunos, professores e funcionários.

Apesar do trabalho intenso, Lorrana não abre mão de continuar atuando em redes de empreendedorismo social. Participa do Global Shapers, iniciativa jovem do Fórum Econômico Mundial, da qual faz parte desde setembro de 2013. Ela ainda ministra palestras pelo mundo e sonha em ser referência na luta pela igualdade de gêneros: “Pretendo criar uma ‘Escola de Meninas’ para formação holística de empoderamento e liderança para adolescentes”.

Por tudo isso, Lorrana foi finalista do Prêmio Folha Empreendedor Social de Futuro 2014. Realizada pela Folha de S.Paulo, a premiação reconhece e promove talentos sociais, entre 18 e 35 anos, que empreendem de forma inovadora na sociedade há no mínimo 12 meses e, no máximo, 36.

Site do Bliive:  www.bliive.com

Fonte: Divulgação

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