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Projeto de São Paulo que combate o tráfico de pessoas é aprovado pelo Fundo Brasil

Iniciativas foram selecionadas por um comitê especializado e receberão até R$ 40 mil nesta nova linha de apoio da fundação

 O Fundo Brasil de Direitos Humanos acaba de aprovar, por meio do edital "Enfrentamento ao tráfico de pessoas", o projeto "Vida nova com dignidade e respeito para os imigrantes", do Centro de Apoio e Pastoral do Migrante, em São Paulo. Foram selecionados nove projetos no país. Juntos, eles receberão um total de R$ 360 mil - até R$ 40 mil cada.


A Pastoral tem como foco difundir o conhecimento dos direitos dos imigrantes e suas famílias, especialmente no que se refere ao trabalho digno e decente. A proposta é combater o trabalho escravo e o tráfico de pessoas, ampliando o atendimento aos imigrantes na cidade de São Paulo e tirando-os da situação de vulnerabilidade, por meio da promoção de sua regularização.

Das iniciativas selecionadas, quatro são do Nordeste, três do Sudeste, um do Centro-Oeste e um do Norte.  No total, o Fundo Brasil recebeu 111 propostas para o edital Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. 
 

As organizações de outros estados do Brasil que também tiveram seus projetos selecionados foram: Casa da Mulher Trabalhadora (CAMTRA), do Rio de Janeiro; Centro de Referência Integral de Adolescentes (CRIA), da Bahia; Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos Carmen Bascarán (CDVDH/CB), no Maranhão; Pastoral da Mobilidade Humana (PMH)/ Diocese Santa Cruz de Corumbá, no Mato Grosso do Sul; Grupo Guaribas de Livre Orientação Sexual (GGLOS LGTB), no Piauí; Centro Humanitário de Apoio à Mulher (CHAME), na Bahia; Associação de Prostituição de Minas Gerais (Aprosmig), em Minas Gerais; e União das Mulheres Indígenas da Amazônia Brasileira (UMIAB), na Amazônia. 

Seleção
O processo de seleção, lançado no final do ano passado, contou com a participação de um Comitê de Seleção formado por três especialistas no assunto: Fábio Balestro Floriano, da Fundação Friedrich-Ebert-Stiftung; Maria Madalena Ferreira Guilhon Macieira de Barros, do Fundo ELAS; e Maia Sprandel, antropóloga que trabalha no Senado Federal.
 

A nova linha de apoio é destinada a grupos que combatem o tráfico para o trabalho escravo ou exploração sexual de mulheres, crianças e adolescentes. "Não acredito ser importante a entidade já ter desenvolvido ação de enfrentamento ao tráfico de pessoas. Muitas vezes, dada a força da agenda antitráfico, pode até ser interessante que não o faça", disse Maia sobre seus critérios de seleção. "Prefiro legitimar entidades com trabalhos já consolidados de fortalecimento de grupos e comunidades, pois os resultados por si só já os fortalecem", completou. 
 

Fábio deu ênfase a projetos com ações diretas de enfrentamento ao tráfico de pessoas, efeito multiplicador e orçamentos detalhados. Madalena dividiu seu relatório em pontos fortes e fracos, sempre levando em consideração a comunicação das organizações. 


A diversidade geográfica, o tipo de organização e o público alvo e a modalidade de tráfico foram critérios seguidos por todos os integrantes do Comitê de Seleção. 


Para conhecer as iniciativas, clique
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Fundo Brasil
Em quase dez anos de atuação, o Fundo Brasil já destinou R$ 8 milhões a quase 300 projetos espalhados por todas as regiões brasileiras. A fundação atua para dar visibilidade a organizações locais de direitos humanos e desenvolver um novo modelo de doações e promover o investimento social privado. 
Fundado sob a orientação de ativistas e acadêmicos respeitados, o Fundo Brasil de Direitos humanos começou suas atividades em 2006. É uma fundação privada, sem fins lucrativos, com a proposta inovadora de construir mecanismos sustentáveis para canalizar recursos destinados aos defensores de direitos humanos. 


Fonte: Divulgação

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