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Procura-se coragem. Recompensa: felicidade

Stéfani Paranhos fala sobre a coragem daqueles que escolhem empreender: “não se arrepende do que fez, mas sim do que não fez”. Confira aqui:

Por Stefani Paranhos

Nos últimos meses fui muito procurada por colegas que me conheciam do tempo de faculdade, que estavam infelizes com o rumo de suas carreiras.

Ao contrário da esmagadora maioria, concluí o curso e fui empreender. Todos os outros deram sequência em seus estágios já como efetivos em grandes multinacionais. Era o sonho de todo estudante sair da graduação bem empregado, ganhando acima da média, enchendo a boca ao falar o cargo e o nome da empresa que trabalhava.

Não posso ser hipócrita, um dia já sonhei em ser diretora de marketing de uma grande indústria de cosméticos. Mas acredito que isso tenha sido construído pelo ambiente em que cresci, pela competitividade entre colegas, pelas expectativas de salários altos, pelo prestígio de ter no meu LinkedIn um cargo-status. Não uma vontade do meu âmago. E que bom que segui meus instintos de menina, aquela que vendia doce na escola, que organizava bingo, que brincava de empreender com seu mercadinho de embalagens vazias.

Esses colegas que estavam infelizes ganhavam muito bem, já tinham conquistado independência, tinham o tão sonhado prestígio. Postavam fotos de suas incríveis viagens ao exterior, dando inveja a qualquer um. Mas, surpreendentemente, me procuravam. Eu ainda morando com meu pai, lutando dia e noite, não sabendo o que era carnaval, investindo tudo o que tinha guardado num empreendimento.

Todos queriam conselhos em como dar sequência em suas ideias de negócio, como se libertar das empresas que já não mais lhes davam prazer. E o mais interessante: todos jovens, em torno de seus 25 anos.

Em alguns casos muito tempo se passou e nada mudou. Faltou coragem. Eu não sei dar outra explicação. São muitas desculpas e pouca ação: “eu ainda não concluí o projeto”, “ainda não extraí o máximo que posso da empresa onde estou”. No fundo, todos tem medo do que a família vai pensar, medo de reduzir o padrão de vida, medo de investir e perder tudo.

Eu já sou da opinião do “tente outra vez” e “não se arrepende do que fez, mas sim do que não fez”.

Coragem!

Stéfani Paranhos é mestranda em Empreendedorismo (Inovação e Novos Negócios) pela FEA-USP e bacharel em Marketing pela Universidade de São Paulo. Também é empreteca e considera-se uma empreendedora serial, tendo como projetos a Wonderboxe-Cobertura e Meu Kitnet, além de atuar como consultora de marketing. 

 

 

 

Fonte: Divulgação

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