loader
V I R A D A


COLUNISTAS









clear

Mulher na Tecnologia: o que isso tem a ver com você?

Tudo começou com uma mulher! Não sabia? Vou contar para vocês então: Augusta Ada Kim, condessa de Lovelace, é conhecida como a primeira programadora da história, por que ela desenhou um algoritmo para ser processado por uma máquina. Incrível, não?! 

E sabe quando foi isso? 1842!

Mas apesar de termos exemplos tão incríveis como a Ada, a desigualdade de gênero na área de tecnologia e ciências da computação é enorme e começa a incomodar no Brasil e no mundo. 

Para resumir a história: me formei em Ciência da Computação na USP no final de 2013 e me formei sozinha entre 27 alunos. E foi na internet, que encontrei um espaço para debater o que descobri logo no primeiro dia de faculdade: o número de mulheres que escolhe estudar e trabalhar na área de tecnologia é muito inferior ao de homens. 

Estereótipos por todas as partes 

De acordo com dados da organização norte-americana The Ada Initiative as mulheres representam somente 2% da comunidade que desenvolve software livre no mundo. Dos editores da Wikipedia, elas são 10%. 

O Brasil reflete a conjuntura global. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) de 2009, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 20% dos profissionais da área de TI são mulheres. De um total, por exemplo, de 22.377 programadores, à época somente 3.725 eram do sexo feminino. 

O Censo de Educação Superior de 2011, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC), reforça a ideia. A pesquisa aponta que, no curso de graduação de ciência da computação, 85,4% das matrículas são feitas por homens.

Há ainda poucos estudos que analisem a escassa presença de mulheres no campo da tecnologia. Faltam, inclusive, dados mais específicos que retratem o cenário. Por isso, as razões que eu vou listar aqui são bastante baseadas na minha experiência pessoal. Vamos à elas: 

Educação sexista: nossa educação só reforça a criação de estereótipos. Damos para os meninos o carrinho, eles jogam muito mais videogame, consertam o carro com o pai, discutem como uma ponte é construída. Enquanto isso, a menina é muito mais estimulada a escrever, dançar, cuidar da boneca, não que isso seja errado, mas será que não tolhe as possibilidades que essa criança enxerga? Eu acredito que sim!

2.   Estereótipo da área: pensa em um programador! Duvido que você imaginou uma menina. O profissional da área é visto como alguém pouco sociável, que lida apenas com máquinas o dia inteiro. E dada nossa criação, esse tipo de estereótipo não atrai muito as mulheres. Vou aproveitar e contar um segredo para vocês: essa é uma visão errada da área! Podemos, sim, ter impacto social, interagir com qualquer que seja o campo do conhecimento e ser bastante sociável. 

Menos barreiras, mais possibilidades

Para finalizar nem preciso falar que o que não faltam são dados que mostram que o campo da tecnologia já tem um papel importante para a sociedade moderna, sendo que se intensificará cada vez mais. Como defende a entidade The Ada Initiative,  “para que essa mesma sociedade seja justa e reflita os interesses de todas as pessoas”, as mulheres precisam atuar nas atividades que a determinam e impactam.

Meninas e mulheres precisam se empoderar da tecnologia para que possam influenciar a idealização e produção de ferramentas que elas mesmas utilizam. Quando olhamos para a audiência do Facebook, do Twitter, dos smartphones somos maioria! Mas estamos apenas engolindo uma tecnologia que está sendo feito por outras pessoas! Está na hora de fazermos o que queremos, o que acreditamos. Precisamos derrubar as barreiras que ainda enxergamos na tecnologia para que ela se torne mais uma possibilidade, mais uma ferramenta para ser e fazer o que quisermos! 

E é por isso que eu estou aqui! Vamos conversar sobre um montão de coisas sobre tecnologia e vocês vão ver o quanto isso vai ajudar e empoderar vocês! 

Até a próxima!

Camila Achutti Engenheira de Software da Iridescent, ONG americana de ensino e formação científica e tecnológica. Influenciadora Digital na FIAP e fundadora do blog Mulheres na Computação. Além disso é embaixadora do Technovation Challenge Brasil, um desafio de tecnologia e empreendedorismo só para garotas. Formada em Ciência da Computação pelo IME-USP estagiou no Google em Mountain View e no CTH (Centro Tecnologico de Recursos Hídricos e Hidráulica do Estado de São Paulo). Se apaixonou por empreendedorismo e tecnologia e sonha em mostrar o poder de transformação dessa dupla para o mundo!

Fonte: Divulgação

OUTRAS NOTÍCIAS

2016

clear
NEWSLETTER
Receba notícias e novidades para ajudar você e seu negócio:
ASSINAR

SEGMENTOS
REALIZAÇÃO



Este portal foi desenvolvido pela Objecta internet, uma agência digital engajada com a iniciativa empreendedora e com os resultados online das pequenas empresas.