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COLUNISTAS









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Jurados do Prêmio CLAUDIA contam quando tiveram consciência das suas realizações e como chegaram lá

Entre eles, Marieta Severo, Mônica Waldvogel, João Carlos Martins e Luiza Helena Trajano

  

O Prêmio CLAUDIA, reconhecido como a maior premiação feminina da América Latina, que será realizado no dia 6, no auditório do Ibirapuera, em São Paulo, premia, pelo 20º ano consecutivo, as mulheres empenhadas em construir um Brasil melhor.

Em 2015, 21 mulheres estão entre as finalistas das sete categorias: Trabalho Social, Ciência, Cultura, Negócios, Revelação, Políticas Públicas e Consultora Natura Inspiradora.

 

A eleição considera voto popular realizado no site (que foi encerrado ontem, dia 30) e voto de um júri composto por dez personalidades de áreas diferentes; além dos votos de um júri da própria CLAUDIA.

 

Conheça o poderoso grupo de jurados que vai ajudar a eleger as vencedoras do Prêmio CLAUDIA 2015. Veja o que responderam quando provocados a ponderar sobre o momento em que tiveram consciência de suas grandes realizações e como as alcançaram.

 

“Tive de me libertar da minha insegurança quanto a meu talento. Tanto que fiz psicanálise por muito tempo. As batalhas de maior registro. Travei comigo mesma.” Marieta Severo, atriz e criadora dos teatros Poeira e Poeirinha, no Rio. Vencedora de dois Kikitos de melhor atriz de cinema e de dois Molières no teatro.

 

“Houve momentos em que achei que não iria conseguir fazer da minha vida o que gostaria. Como no exílio. Quando me vi sozinha em um país estrangeiro, sem profissão, sem dinheiro, com meu marido na cadeia, senti como se minha vida tivesse sido cortada. Imediatamente após, percebi que ela poderia ser melhor.” Rosiska Darcy de Oliveira, escritora e estudiosa das questões de gênero. Ela ocupa a cadeira 10 da Academia Brasileira de Letras.

 

“Acabo de me tornar diretora de marketing depois de 16 anos na Natura. Meu talento tem a ver com persistência e resiliência. Vim de uma família de mulheres fortes, em que nos libertramos de rótulos como ‘isso você não pode’ ou ‘isso você não consegue’.” Renata Eduardo, diretora de Marketing da Natura.

 

“Precisei deixar de lado a suposição de que eu me bastava sozinho. Tem um ditado africano que segue comigo: ’Se quiser ir apenas rápido, vá sozinho. Se quiser ir longe, vá com alguém.” Mário Sergio Cortella, filósofo, professor da Pontífica Universidade Católica de São Paulo e autor de 27 livros sobre questões de ética e educação.

 

“Sou de uma família de classe média em que o papel da mulher é preestabelecido: ela vai cuidar da casa, dar suporte à família. Tive que ultrapassar as amarras da minha formação para tentar trilhar outros caminhos.” Nilcéa Freire, representante da Ford Foundation no Brasil e ex-ministra da Secretaria de Polícias para Mulheres.

 

“O jornalismo exige abordar assuntos que não existiam antes e que, portanto, você não conhece. Via a redemocratização brasileira. Vi a Constituição ser escrita, vi o primeiro presidente eleito, o primeiro “impichado”. Presenciei momentos extraordinários do nosso país.” Mônica Waldvolgel, jornalista e apresentadora do programa Entreaspas, da Globo News.

 

“Todos criamos uma série de paradigmas no início da educação e da carreira, dos quais precisamos nos libertar. Vivo treinando para não me apegar a situações que podem e devem mudar com o tempo.” Luiza Helena Trajano, presidente do Magazine Luiza.

 

“Ao proferir uma palestra sobre o cérebro humano no TED (fundação que promove palestras e debates ao redor do mundo), vi o brilho nos olhos das pessoas ao compreenderem mais sobre si mesmas. Não há nada mais extraordinário para um cientista.” Suzana Herculano Houzel, neurociência e diretora do Laboratório de Neuroanatomia Comparada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

 

“Tive que parar duas vezes é me libertar da ideia de que não conseguiria mais tocar piano para poder voltar aos palcos.” João Carlos Martins, maestro e pianista. É criador e regente da Orquestra Bachianas Filarmônicas Sesi – SP.

 

“Eu me percebi extraordinária ao organizar uma conferência internacional, com mais de 200 estrangeiros, em situação longe do ideal. A cada nova edição, ainda ouço que a melhor foi essa, a do Rio de Janeiro!”. Jacqueline Leta, cientista de informação do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ, onde coordena o programa de pós-graduação na área.

 

Finalistas 2015:

TRABALHO SOCIAL

Dagmar Garroux

Pedagoga criadora da Casa do Zezinho, que atende jovens carentes de uma das regiões mais violentas do Brasil, no extremo Sul da capital Paulista. Há mais de duas décadas, a ong tem projetos de educação, artes, esportes e saúde.

 

Juliana de Faria

Fundadora do site Think Olga, que discute o feminismo na atualidade, a jornalista luta pelos direitos da mulher e pelos fim do assédio em locais públicos. É criadora, entre outros projetos, da campanha Chega de Fiu Fiu, com repercussão internacional e elogiada pela ONU.

 

Sula Sevillis

Há trinta anos, a radialista apresenta o Ponto de Encontro, da Rádio Nacional da Amazônia. Diariamente, o programa promove encontros entre familiares que migraram para as regiões mais remotas do país e, por isso, se distanciaram de suas famílias. 

 

CIÊNCIAS

Mariangela Hungria

A agrônoma é considerada uma das principais estudiosas e divulgadoras da técnica de cultivo de soja chamada Fixação Biológica do Nitrogênio, mais sustentável e barata.

 

Maria Goretti Sales Maciel

A médica é responsável por defender, divulgar e praticar os Cuidados Paliativos no Brasil, abordagem mais humana e respeitosa para tratar pacientes portadores de doenças que ameaçam a vida e que frequentemente estão perto de morrer.

 

Maria Isabel Achatz

Graças aos estudos da geneticista, portadores da síndrome Li-Fraumeni, que predispõe ao surgimento de diversos cânceres, podem diagnosticar e tratar os tumores antes que a doença se agrave.

 

NEGÓCIOS

Raquell Guimarães

Diante do desafio de produzir peças padronizadas em um curto espaço de tempo, a estilista decidiu contratar mão de obra de presos homens para fazer tricô e crochê. Além de alavancar sua marca, ela tem ensinado um novo ofício aos detentos e contribuído para melhorar a qualidade de vida deles enquanto estão no cárcere.

 

Ana Lúcia Fontes

Nem as duas décadas de carreira como executiva de marketing foram suficientes para livrar a empresária dos desafios de uma empreendedora brasileira.  As dificuldades, porém, tornaram-se o motivo para Ana Lúcia Fontes criar o Rede Mulher Empreendedora, um negócio social que ajuda mulheres na tarefa de começar a própria empresa. 

 

Alcione Albanesi

Empreendedora nata, Alcione abriu seu primeiro negócio aos 17 anos. Na década de 90, fundou a FLC, hoje responsável por 35% das lâmpadas econômicas do mercado brasileiro. No ano passado, a empresa abriu sua fábrica de lâmpadas de LED.

 

CULTURA

Berna Reale

A violência está na essência dos trabalhos da artista paraense, uma das representantes brasileiras na Bienal de Veneza, que está em cartaz até novembro. Para isso, Berna, que ganha a vida como perita criminal em Belém, faz performances, vídeos e fotografias.

 

Juliana Vicente

Fundadora da Preta Portê filmes, a cineasta paulista faz o que se pode chamar de cinema inclusivo. Em seus filmes, reflete e discute a realidade dos negros, das mulheres, dos homossexuais, dos sem-teto, entre outros grupos menos favorecidos.

 

Renata Meirelles

Curiosa pelo universo infantil, a educadora viajou pelo Brasil todo com o marido e os dois filhos pequenos para fotografar e filmar brincadeiras de distintas comunidades. O resultado é o Território do Brincar, um projeto que deu origem a dois documentários em longa-metragem, livros, exposições e palestras para escolas do Brasil todo.

 

POLÍTICAS PÚBLICAS

Dora Martins

A juíza da Vara Central da Infância e da Juventude, em São Paulo, é criadora do projeto Apadrinhar. A iniciativa convida famílias a estabelecer um vínculo afetivo com crianças maiores de 10 anos que vivem em abrigos e têm pouquíssimas chances de serem adotadas.

 

Marinalva Dantas

Responsável pela libertação de mais de 2,3 mil escravos presos em fazendas dos rincões brasileiros, a auditora fiscal do trabalho hoje combate a exploração da mão de obra infantil e o assédio moral no ambiente de trabalho.

 

Raquel Domingues

Criadora da Expedição da Cidadania, a juíza mobiliza diversos órgãos públicos para levar serviços de cartório, previdência social e saúde a populações que vivem muito afastadas dos centros urbanos. Na última edição, cerca de 400 brasileiros foram atendidos pela iniciativa.

 

REVELAÇÃO

Camila Achutti

Filha de programador, a menina quis seguir o caminho do pai. Tomou um choque quando, na primeira aula do curso de Ciências da Computação, percebeu ser a única mulher. Compartilhou seus dilemas no blog Mulheres na Computação, criado em 2010, e tornou-se uma das principais incentivadoras da participação feminina na informática.

 

Lorrana Scapioni

Desde criança, a baiana criada no Paraná tinha um sonho: ajudar o próximo. Depois de muito matutar e pesquisar, teve a ideia de criara o Bliive, um site de troca de tempo que permite aos usuários contratar um serviço sem o uso do dinheiro. O pagamento é a oferta de um outro service.

 

Raíssa Müller

Aos 20 anos, ela já carrega dois experimentos de sucesso no currículo de cientista: um sistema de reaproveitamento de água para a agricultura e uma esponja que separa água de óleo e pode ser capaz de limpar grandes vazamentos de petróleo. No ano passado, foi selecionada para participar de um programa da universidade americana Harvard, que apoia jovens pesquisadores.

 

CONSULTORA NATURA INSPIRADORA

Anadelli Soares Braz 

Depois de deixar o mercado financeiro, aos 44 anos, a administradora de empresas criou um programa de formação de jovens para capacitar a população de comunidades carentes de São Paulo. Desde 2010, ela já deu cursos de auxiliar de cozinha e garçom para 435 pessoas com entre 18 e 35 anos.

 

Flávia Dias Hercolano

A professora de biologia é responsável pela criação da Cooperativa Aguapé, formada por catadores de material reciclável da cidade de Manhumirim, em Minas Gerais, que também atende a vizinha Martins Soares. Graças ao trabalho dela, o lixo da região com 30 mil moradores é reaproveitado.

 

Lisandra Mazutti

A advogada fez parte do grupo de moradores de Caxias do Sul (RS) criador do Projeto Mão Amiga, que subsidia parte da mensalidade de creches privadas para crianças com até 6 anos excluídos da escola pública por falta de vagas. O programa já beneficiou cerca de 5 mil meninos e meninas. 

 

 

Sobre o Prêmio CLAUDIA

O Prêmio CLAUDIA representa a maior premiação feminina da América Latina – teve sua primeira edição em 1996 com o objetivo de descobrir e destacar mulheres competentes, talentosas, inovadoras e empenhadas em construir um Brasil melhor. Completando 20 anos de existência, o evento já selecionou mulheres de todos os estados brasileiros, que servem de inspiração, transmitem perseverança e amor ao próximo, valorizam a contribuição da mulher para uma sociedade mais justa, mais solidária, mais feliz. Neste ano, a festa de premiação será realizada no dia 6/10, no Auditório Ibirapuera, espaço nobre da capital paulista, e vai reunir as indicadas ao prêmio, celebridades, convidados especiais, executivos da Editora Abril, imprensa, formadores de opinião, além de toda equipe de CLAUDIA.

Sobre a Revista CLAUDIA

CLAUDIA tornou-se a maior marca de conteúdo feminino do país, com informação, inspiração, reflexão e soluções para suas as leitoras, desde seu lançamento, há 53 anos. O título trata de diversos assuntos, como comportamento, moda, beleza, saúde, carreira, família, culinária e decoração.

 

Fonte: Divulgação

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