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Jovens líderes comandam metade dos novos negócios brasileiros

No Brasil, metade dos negócios com pouco mais de três anos de atividade tem como donos indivíduos entre 18 e 34 anos, enquanto empresas há mais tempo no mercado têm apenas 25% dos proprietários nessa faixa etária. Diante deste quadro apresentado pela edição 2014 da pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor), em que cada vez mais jovens estão presentes na liderança de organizações, as gerações Y e Z se destacam, o uso da tecnologia é apresentado como uma das vantagens dessa geração.

É evidente que os nascidos entre o fim dos anos 70 e a primeira década dos anos 2000 têm mais acesso à informação, facilidade com mecanismos de busca e tudo aquilo que acelera o processo de obtenção de informação. No entanto, esses jovens apresentaram uma mudança no que diz respeito à estabilidade sócio-emocional necessária para lidar com as equipes.
 
"Os dados obtidos em pesquisas com esses jovens mostram que, apesar de sociabilizarem mais por conta das redes sociais, seu relacionamento sócio-emocional é empobrecido. Esse dado é preocupante e mobiliza boa parte do treinamento dos jovens líderes", explica Dra. Carla Tieppo, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e especialista em neurociência.
 
A falta de experiência em lidar com as emoções no ambiente corporativo é apenas um dos empecilhos que podem aparecer no caminho desses líderes. Outro obstáculo muito comum pode ocorrer já nos primeiros anos de vida, com a própria criação. "Essa é uma das questões que mais influenciam, especialmente as gerações mais recentes, que, pelo menos no Brasil, aprenderam a viver em um momento de crescimento. Eles podem não entender muito bem como lidar com a dificuldade e, em geral, os pais sempre ensinaram para os filhos que eles eram os melhores e que iriam vencer na vida. O que a gente percebe é que esse tiro saiu um pouco pela culatra, por que eles acham que vão ter sucesso aconteça o que acontecer", comenta a especialista.
 
De acordo com Dra. Carla Tieppo, os jovens que almejam a liderança no mercado de trabalho precisam ouvir os mais experientes. "Outra coisa é ampliar sua capacidade de conhecimento sobre o ser humano. Porque o mais importante para um líder é que ele seja capaz de gerenciar pessoas, e não processos. O dia em que o líder se apropria do gerenciamento de pessoas e se preocupa mais com isso, ele passa a ter mais sucesso", afirma.
 
A importância de desenvolver jovens lideranças
 
Anteriormente, a geração Y se mostrou muito capaz do ponto de vista tecnológico, o que a destacava da geração dos Baby Boomers. Assim, o jovem assumia uma equipe, pois tinha bagagem de conhecimento tecnológico para levar e incrementar inovações, introduzindo novos processos dentro da empresa. Hoje, contudo, as organizações precisam considerar o preparo emocional dessa e das próximas gerações.
     
"Os novos jovens que estão chegando, os Millennials e a Geração Z, já não trazem essa perspectiva de desenvolvimento. Parte deles será recrutada porque as empresas ainda podem precisar desse tipo de profissional. Porém, as empresas já estão sentindo que confiar suas equipes a jovens não tão desenvolvidos do ponto de vista da experiência social, de gerenciamento de crise, com uma resiliência mais baixa, pode ser perigoso para o desenvolvimento da equipe ou da instituição", ressalta a Dra. Carla Tieppo. "Hoje, não adianta mais você ser apenas uma promessa de futuro, você tem que mostrar que você é agora".
 

 

Fonte: Fran press

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