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Itaú Mulher Empreendedora

Instituição lança serviços específicos para ajudar empresárias
 a desenvolver seus negócios

 

 

 

 

 

Por Alice Salvo Sosnowski*

O Itaú Unibanco lançou no dia 20 de março o projeto piloto Itaú Mulher Empreendedora. Nele, 1.500 empresárias de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte farão parte de um piloto e terão acesso a ferramentas como eventos de networking, programas educacionais e uma rede online exclusiva.

“Nossas pesquisas mostram que as mulheres não querem produtos. Elas desejam serviços que possam aproximá-las do mundo financeiro e facilitar a tomada de decisão”, explica Eduardo Ferreira, superintendente de Negócios Inclusivos do Itaú Unibanco. “Estamos pedindo para essas mulheres construírem um novo modelo conosco. A intenção é nos aproximar delas e fazê-las perceber o banco como um parceiro para o desenvolvimento de negócios e não só um fornecedor de crédito”, afirmou Ferreira. De acordo com ele, o grupo ainda não está fechado e a plataforma de cocriação está aberta para testar diferentes modelos. 

Participou do evento, como mestre de cerimônias, a fundadora da Rede Mulher Empreendedora, Ana Lúcia Pedro Fontes. Em sua fala, ela salientou que “empreender é deixar um legado”. Para ela, não adianta ser a empregada do mês na sua própria empresa. “É preciso aprender a gerir o negócio para que ele cresça”, afirmou.

Durante o encontro, duas mulheres de sucesso fizeram palestras inspiradoras para a plateia, formada majoritariamente por empreendedoras.

A primeira a falar foi Sonia Guimaraes, a primeira afro-brasileira a obter PhD em Física no Brasil, e uma das poucas mulheres a integrar uma equipe do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) onde é professora da Divisão de Ciências Fundamentais. Sonia destacou a luta das mulheres negras para conseguir um espaço digno na sociedade: “80% das empregadas domesticas são negras”, destacou ela. E completou: “Depois da abolição, a mulher negra foi a primeira empreendedora da história brasileira a vender seus quitudes para se sustentar”.

Outra mulher inspiradora a falar foi Gladys Mariotto, criadora de um método de estudo que já foi premiado 27 vezes, e permitiu a Gladys seis formações universitárias. A fundadora da startup “Já entendi” usa desenhos e mapas mentais para facilitar o estudo das pessoas, principalmente das classes C, D e E. Gladys contou que sua trajetória de sucesso só começou aos 36 anos quando ela juntou a autoconfiança necessária para investir na sua vida profissional. “Larguei uma vida confortável ao lado de um marido que não me apoiava para investir no meu sonho de estudar e crescer”. E deu a dica: “Do rico, você tira tudo e ele fica pobre. Já do próspero, você tira tudo, e ele se vira”.

O evento contou ainda com a participação do economista Caio Megale, que mostrou o avanço da participação da mulher na economia desde 2003. Segundo ele, a liderança feminina tem requisitos fundamentais como a maior capacidade de trabalhar em rede e uma preocupação com o bem estar do time. “Isso coloca as mulheres em posições de destaque no empreendedorismo”, afirmou.

AVANÇO DAS EMPREENDEDORAS

Atualmente, as mulheres representam 53% dos empreendedores brasileiros. Além disso, estudos realizados pelo Banco Mundial mostram que a participação feminina no mercado de trabalho reduziu em 30% a pobreza extrema nos últimos 10 anos, sem falar que elas têm comportamento mais voltado para o social e para o crescimento das comunidades em que vivem.

O empreendedorismo feminino tem crescido significativamente nas últimas décadas e as brasileiras estão entre as mais empreendedoras do mundo. No Itaú, metade das empresas clientes tem pelo menos uma mulher na liderança e 22% dessas empresas são lideradas exclusivamente por elas.

O lançamento do piloto do Itaú Mulher Empreendedora ocorre dentro do Women Entrepreneurship Banking (WEB) , cujo objetivo é identificar as necessidades financeiras e não financeiras do público feminino e estruturar oferta e relacionamento adequados ao desenvolvimento dos empreendimentos e à estabilização da renda familiar desse grupo.

Para ver mais fotos do evento, CLIQUE AQUI

 

 
*Alice Salvo Sosnowski é jornalista, empreendedora e cofundadora da Rede Mulher Empreendedora. Desenvolve conteúdo para todas as plataformas de mídia e faz consultoria para empreendedores e startups. É es
pecialista entrevistada para a pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor) e escreve há 5 anos o blog O Pulo do Gato, que trata de empreendedorismo e inovação.

Fonte: Divulgação

Sobre o autor:
Equipe RME

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