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Fórum Momento Mulher

Evento debate o papel da mulher no trabalho, na família e na sociedade

Por Alice Sosnowski*  

Um dia inteiro de painéis, conversas, discussões acaloradas, divulgação de pesquisa e muito network. A edição 2013 do Fórum Momento Mulher, comandado por Ana Paula Padrão no dia 07 de outubro, no Hotel Unique, em São Paulo, foi um sucesso.

Na plateia lotada, formada por executivas e CEOs das maiores empresas do Brasil, pesquisadoras e empreendedoras pôde-se perceber que a temática feminina e o papel da mulher no ambiente corporativo está na ordem do dia.

Uma pesquisa da consultoria McKinsey mostrou que um dos entraves para as mulheres assumirem postos de alto escalão nas empresa é a tradição cultural. Isto ficou claro na apresentação da Coordenadora do Centro de Pesquisa Jurídica Aplicada da FGV Lígia Paula Pires Pinto Sica. Doutora em Direito Empresarial, Ligia apresentou números que comprovam a necessidade da implantação de cotas para mulheres no conselho de empresas. “Em anos de pesquisa, percebemos que o número de mulheres nos conselhos empresariais estão estagnados”, comentou.

Este tema foi o ponto alto do evento. Com a presença da empreendedora Luiza Helena Trajano, presidente do MAGAZINE LUIZA, o painel “Cotas nos Conselhos das Empresas” colocou os participantes em lados opostos. Luiza Helena deu um show ao defender a inclusão de cotas temporárias. “É uma questão de justiça com as mulheres”, afirmou a empreendedora que foi aplaudida por várias vezes.

Igualdade de condições

Para Marise Barroso, presidente da Masisa Brasil, a igualdade entre homens e mulheres nas corporações passa pela vontade de querer fazer. “A igualdade na liderança espelha a igualdade em outros níveis da empresa”. Para ela, é importante gerar uma politica dentro da organização.

Segundo uma pesquisa feita pelo Instituto Data Popular a representatividade feminina hoje no mercado de trabalho brasileiro é de 58,9%, mas as mulheres ainda não conseguiram o mesmo reconhecimento profissional. Apesar de serem melhor avaliadas em atributos como organização, disciplina, colaboração e outros quesitos, a maioria dos pesquisados disseram preferir ter um chefe homem. “Isso reflete o conservadorismo da nossa sociedade”, explicou Renato Meirelles, presidente do instituto.

Tecnologia e empreendedorismo

Para as mulheres, os principais entraves ao seu crescimento na carreira são a tripla jornada, o modelo de gestão que exige dedicação em tempo integral à empresa, a tendência feminina de não se autopromover, a ausência de modelos femininos e a falta de estímulo ao networking.

Para resolver estas questões, a sociedade, no entanto, tem acesso a tecnologia, mobilidade e uma mentalidade que faz a mulher querer trilhar seu próprio caminho, abrindo espaço para novos modelos de negócios e empresas inovadoras. “O empreendedorismo é um caminho real para esta nova mulher”, concordaram os palestrantes e também as mulheres participantes do evento.

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*Alice Sosnowski escreve há 4 anos o blog O Pulo do Gato, que tem a missão de inspirar empreendedores a inovar. É cofundadora da Rede Mulher Empreendedora, a primeira rede de apoio a mulheres empreendedoras no Brasil, e especialista entrevistada para a pesquisa GEM 2011 (Global Entrepreneurship Monitor).

 

Fonte: Divulgação

Sobre o autor:
Equipe RME

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