loader
V I R A D A


COLUNISTAS









clear

Fernanda Medei - Empreendedora da Semana

 Tudo começou quando tinha 8 anos. Via minha mãe sair para trabalhar, vendendo roupa em Santos e no bairro onde morávamos. Também tínhamos uma barraca de roupas no Jardim Elba (São Paulo).

Os produtos do Paraguai faziam sucesso no final dos anos 80. Minha mãe perguntou o que eu queria de lá. Respondi que queria uma caixa de lápis com tabuada para vender.

Este foi meu primeiro empreendimento. Vendi na escola e na feira. Queria dinheiro para comprar doces...

Assistindo um episódio do Chaves (venda de sucos com a Chiquinha), falei para minha mãe que podíamos abrir uma casa de sucos na nossa garagem, uma vez que havia um bom movimento na nossa rua por conta do posto de saúde.  Ela topou e abriu uma quitanda e fazia frango assado aos domingos.  Era um sucesso e eu tinha minhas balas para vender. Quando dei a ideia queria que minha mãe ficasse mais tempo comigo em casa.

Meu pai ficou muito doente e tivemos que mudar as pressas para o interior.

Deixamos tudo para trás.  Ele faleceu quando eu tinha 14 anos e voltamos a São Paulo.

Falaram varias coisas negativas que eu não seria ninguém porque era órfã de pai, por não existir um homem dentro de casa... puro preconceito!

Por vezes esse pensamento me contagiava e ficava bem deprimida. Passamos muita necessidade para eu me formar em direito.

Minha mãe vendia produto de limpeza para me ajudar a pagar a faculdade. E eu, vendi de tudo: roupas, sapatos, bijuterias, trufas e ovos de Páscoa, cosméticos.

Mas foi no ano 2011 que tudo aconteceu: fui demitida logo no meu retorno de férias.  Ainda havia um saldo de dias de descanso. Como eu e meu marido tínhamos combinado em não fazer divida posterior as férias, paguei tudo a vista na viagem.

Estava sem dinheiro e sem trabalho. Deu tudo errado na minha homologação, que levou 4  meses para acontecer.

E foi aí que uma empresa estava a procura de um escritório que cuidasse das homologações dos seus ex colaboradores. Pensei: - e por que não? Sabia tudo o que poderia acontecer neste processo e já havia realizado como preposta de outra empresa que havia trabalhado.

Entrei em contato com a pessoa e ofereci meus serviços.  Ela gostou, pediu a proposta e não deu mais retorno.  Passou um ano quando a empresa resolveu retomar o assunto.

Deu certo e fechamos o contrato.  Foi uma loucura: montamos uma estrutura de atendimento em menos de um mês e começamos o projeto.

O primeiro ano foi muito complicado. Eu e meu marido tínhamos nossos empregos e ele decidiu deixar seu emprego CLT e se dedicar ao nosso escritório. Duas semanas depois dele ter pedido a demissão, o cliente nos comunicou da rescisão do contrato.  Eu havia deixado outros clientes pequenos para atender esta grande empresa.

Liguei no dia seguinte e disse a responsável do projeto que a empresa não conseguiria absorver as homologações por inúmeros motivos. A responsável pediu que escrevesse  todos aqueles motivos.  Fiz e deu certo. Levou algum tempo para recebermos a resposta do cancelamento da rescisão do nosso contrato. 

Foram quase 3 meses de muita incerteza, tristeza porque havia investido tempo, deixado a minha filha com menos de 40 dias na creche para me dedicar a empresa e ver sua empresa a beira do fechamento.

Com o cancelamento da rescisão,  foi feito um novo modelo de projeto que deu super certo. Nessa época veio o segundo cliente e resolvemos investir na área comercial .

Hoje nosso negócio vai bem. Num ano que todo mundo reclama que perde cliente,  nos conquistamos 6 novos clientes de grande porte.

Nossa equipe aumentou.  E temos propostas em avaliação,  que tenho certeza que fecharemos em breve. Minha estimativa de crescimento de faturamento em 2016 é de 40%.

 

Eu sempre fui empreendedora. É uma escolha, um caminho de muito trabalho, mas vale a pena. Hoje, nosso processo de homologação de rescisão de contrato de trabalho auxílio a vida do ex colaborador,  dando celeridade neste processo e respeito na fase de transição de carreira.

Ping Pong

Antes de ser empreendedora eu era: insatisfeita

Agora eu sou: determinada

Ser empreendedora é uma necessidade ou uma escolha? : uma escolha.  Eu nasci para empreender

Horas de trabalho por dia: 9 horas, mas tem dia que trabalho muito mais.  Já virei 24 horas de trabalho.

Acha que tem futuro? Sim, o modelo de negócio da Medei Consultoria sempre terá muito trabalho.

Como procura inovar no seu negócio? Ficando alerta em novas tecnologias para aprimorar e agilizar o processo homolagatório.

Fim de semana pra você é sinônimo de... descanso... e por vezes muito trabalho

Pessoa que te inspira a continuar: minha filha – Julia

Fica louca com: desmotivação

Maior sonho: transformar vida de pessoas, fazer um trabalho voluntário... estou montando uma estrutura para ajudar as pessoas que estão em busca de novo emprego

Uma dica: trabalho árduo e foco. Sem isso, não há resultado

Fernanda por Fernanda: mulher forte, não desiste nunca 

Fonte: Isadora Leone

OUTRAS NOTÍCIAS

2016

JUNHO
MAIO
ABRIL
MARÇO
FEVEREIRO
JANEIRO

2015

clear
NEWSLETTER
Receba notícias e novidades para ajudar você e seu negócio:
ASSINAR

SEGMENTOS
REALIZAÇÃO



Este portal foi desenvolvido pela Objecta internet, uma agência digital engajada com a iniciativa empreendedora e com os resultados online das pequenas empresas.