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Evento Women@Google e ONU Mulheres

 

No dia ontem uma atividade muito especial aconteceu no Google Brasil, em São Paulo. Em torno de 50 pessoas, em sua maioria mulheres, se reuniram para discutir formas de incentivar a inclusão das mulheres na tecnologia. Liderado por Adriana Carvalho, da ONU Mulher, e Regina Chamma, do Google, o encontro trouxe para a discussão educadores, ONGs, empresas que trabalham pelo empoderamento feminino e profissionais de grandes corporações, que estão se engajando nessa causa.

Segundo a ONU, “empoderar mulheres e promover a equidade de gênero em todas as atividades sociais e da economia são garantias para o efetivo fortalecimento das economias, o impulsionamento dos negócios, a melhoria da qualidade de vida de mulheres, homens e crianças, e para o desenvolvimento sustentável”.

Mas o Brasil ainda tem muito para caminhar nessa jornada para a igualdade, o que foi evidenciado, por exemplo, no último domingo, durante a votação pelo impeachment. O número esmagador de parlamentares homens traduz bem a nossa desigualdade, o que nos confere 85ª posição em desenvolvimento humano e desigualdade de gênero, no Relatório de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

Essa desigualdade pode ser ainda maior. Se você é engenheiro ou engenheira e se formou há 12 anos, provavelmente conviveu com muito mais colegas homens que mulheres. O impressionante é que nesse longo período que se passou, o cenário não foi alterado. Por inúmeros motivos, as mulheres continuam não ocupando muitas cadeiras em áreas de Exatas.

As causas são inúmeras, mas o respeito por escolhas e o equilíbrio de poder estão entre os principais fatores para que uma mulher possa decidir livremente pelo que quer ser, o que significa não ser influenciada por preconceitos. Assista o vídeo produzido em parceria entre ONU Mulheres e Instituto Coca Cola para entender melhor o que fomenta a desigualdade de gênero.

“Nos últimos anos, houve um aumento na ocupação por mulheres de cargos predominantemente femininos e uma queda nos cargos ‘ditos’ masculinos, o que inclui a tecnologia”, mostra Adriana Carvalho. “No entanto, não há diferença na capacidade de uso de tecnologia entre os gêneros. As mulheres ainda têm, em alguns casos, um desempenho ligeiramente melhor”.

O Brasil ocupa a 61ª posição no acesso por desktops no mundo. Nos dispositivos móveis, essa classificação é melhor. Isso mostra, de qualquer forma, que ainda há muito espaço para a tecnologia no Brasil.

“Em 2020, seremos 7 bilhões de pessoas conectadas”, lembra Marianna Cunha, do Google, enquanto apresentava o Google Adwords. Ainda houve apresentações sobre You Tube e Google for Education, mas destaco entre todas o que conhecemos sobre Google Ad Grants e o You Tube Non Profits, programas que apoiam organizações sem fins lucrativos na aquisição de verbas e voluntários. Vale conferir.

A segunda parte do evento foi um momento muito especial, em que Jaci Cruz, da Startup School, premiada na primeira edição do Prêmio Mulher Tech Sampa, iniciativa da Rede Mulher Empreendedora, Google e Prefeitura de São Paulo, facilitou um workshop com técnicas de design thinking que permitiu aos participantes pensar nos principais problemas que afastam mulheres da tecnologia e em soluções para resolvê-los.

E, para finalizar, uma opinião pessoal: organizações que querem que esse cenário seja diferente, pessoas que colocam a mão na massa para que a mudança possa acontecer e empresas privadas que oferecem recursos físicos e intelectuais para dar força ao movimento nos fazem acreditar que esta é a estrada certa. Entretanto, o exército ainda precisa ser maior, já pensou em entrar nessa luta?

 

Fonte: Fernanda Nascimento diretora RME

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