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Empresas B: redefinindo o conceito de sucesso

Chega ao Brasil o movimento global de Empresas B, que busca engajar as corporações no propósito de resolver os problemas da humanidade por meio dos negócios

Por Alice Sosnowski

Dia 24 de outubro de 2013. Esta data foi várias vezes lembrada como um marco no auditório do Insper, em São Paulo. Neste dia se reuniram empresários, acadêmicos, líderes políticos e formadores de opinião para o lançamento no Brasil do movimento Empresas B.


Mas o que isso significa? Segundo Jay Coen, cofundador da B Lab - criadora do Empresas B, é uma iniciativa que procura usar a força das empresas para resolver problemas sociais e ambientais. Criado em 2006, nos EUA, o movimento já engloba 28 países e 850 companhias.

Segundo Coen, o sucesso vem das empresas que fazem negócio com um propósito maior. “Em vez de ser a melhor do mundo, a empresa B quer fazer o melhor para o mundo", afirmou.

A palestra de Coen teve total sinergia com a fala do cofundador da Natura, Guilherme Leal, que destacou a importância de mudar não apenas as empresas, mas também a cultura e as pessoas para uma verdadeira transformação. Para Leal, não existe nada que não seja interdependente. “Cuidar da parte é cuidar do todo”, afirmou.

Ecossistema Empresas B

O lançamento do projeto também contou com um painel formado por Alessandro Carlucci (presidente da Natura), Jorge Abrahão (Instituto Ethos), o sociólogo Ricardo Abramovay, e os investidores Daniel Izzo (VOX Capital) e Paulo Belotti (MOV). Moderado por Caco de Paula (Planeta Sustentável), o painel trouxe contribuições importantes para a discussão da sustentabilidade nas empresas.

“A boa notícia é que as grandes marcas globais incorporaram a sustentabilidade nas suas estratégias. A má notícia é que, nem por isso, as coisas estão melhorando”, disse Abramovay salientando que apenas métricas de boas práticas não resolvem o problema. “Trata-se de ser guiado por um propósito: que tipo de mobilidade nós queremos, que tipo de ocupação urbana”, questionou o sociólogo.

Para Caco de Paula, a sustentabilidade não pode chegar nas companhias pela via econômica. “Ela tem que ser sexy”, brincou. Nisto, os participantes concordaram que o Sistema B deve trazer uma nova linguagem para melhorar o entendimento e se tornar atraente. “Ninguém se mobiliza para receber um selo, mas sim para fazer diferença no mundo”, disse Jorge Abraão, do Ethos.

Daniel Izzo, da VOX, destacou que este é um desafio de longo prazo. E que é possível sim viver no mundo do E e não do OU. “Queremos retorno financeiro E impacto social”, afirmou. Para ele, no entanto, é preciso ter uma visão de longo prazo. “A transformação não acontece da noite para o dia”, concluiu.

Empresas B no Brasil

O evento contou ainda com a certificação de mais 3 empresas no ainda pequeno círculo de Empresas B brasileiras. Foram elas: Maria Farinha Filmes, Kapa+ EcoSocial e Aoka que se juntaram a CDI, Abramar, Plano CDE e Ouro Verde Amazônia. “Daqui a alguns anos este palco não vai caber todas as Empresas B brasileiras”, disse o mestre de cerimônias.

No momento de perguntas e respostas, um dos questionamentos mais incisivos veio da plateia que questionou o porquê de ter poucas mulheres num ecossistema tão cheio de propósito. A resposta coube a Maria Emilia Correa, fundadora do Sistema B no Chile. Ela contou que menos de 15% das empresas com propósito no mundo são liderada por mulheres. “Os homens também são generosos, mas precisamos superar estereótipos para que esta também seja uma alternativa para as mulheres”, afirmou.

Durante o evento, a produtora Maria Farinha Filmes, que recebeu o certificado de empresa B!Corp, lançou o filme inédito "Rainbow Warrior" para celebrar o fato de entrar no clube das melhores empresas do mundo. “É uma homenagem para todos guerreiros que lutam para um planeta mais verde”, disse Luana Lobo , executiva da produtora.

Para assistir a "Rainbow Warrior", clique aqui:http://www.youtube.com/watch?v=TTJMnejoaC0

 

*Alice Sosnowski é integrante da Rede Mulher Empreendedora, a primeira rede de apoio a mulheres empreendedoras no Brasil, e especialista em empreendedorismo entrevistada para a pesquisa GEM 2011 (Global Entrepreneurship Monitor). Escreve o blog O Pulo do Gato, que tem a missão de inspirar empreendedores a inovar.

Fonte: Divulgação

Sobre o autor:
Equipe RME

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