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Crowdsourcing, colaboração e inovação foram temas de conferência em SP


Os impactos trazidos pela sociedade em rede e pelas novas conexões entre as pessoas nos âmbitos pessoal e profissional foram o centro das discussões entre especialistas durante 4ª Conferência Internacional de Crowdsourcing, realizada nos dias 4 e 5 de setembro, na Fecomercio (SP).

Por Cássia Aulísio*

 

Uma sociedade em rede. Um novo perfil de trabalhadores. Uma nova forma de se obter o engajamento dentro e fora das empresas. A necessidade de inovar para sobreviver. Esses cenários, que já são uma realidade global, têm trazido à tona temas que até uma década eram praticamente desconhecidos ou entendidos no mundo corporativo como desafios ‘fora da caixa’. “Projetos de inovação que propõem a colaboração e a cocriação como temas transversais nas organizações vão determinar a permanência de indústrias e serviços no mercado”, potencializou Marina Miranda, idealizadora da Conferência Crowdsourcing - CCS 2014, evento realizado em São Paulo na última semana.

O crowdsourcing – que conceitualmente é um modelo para a solução de problemas baseado na colaboração – é tido para os especialistas como um dos pilares da inovação e do desenvolvimento da economia criativa. “Precisamos despertar as empresas para o empreendedorismo, desmistificar as startups e levá-las para o ambiente corporativo”, justificou Adolfo Melito, da Fecomercio, entidade que apoia e sedia a CCS desde a sua segunda edição, em 2012.

Os processos de colaboração e open innovation em empresas da América Latina têm sido amparados por metodologias que invariavelmente incluem os públicos interno e externo (com consultores, universidades, parceiros estratégicos), “ou seja, pessoas que a empresa não emprega, mas que compartilham do mesmo DNA”. O alerta para aumentar a assertividade nos projetos é do consultor Ari Piovesani, da Innocentive: “o desafio para as empresas é certificar-se que estão buscando soluções para problemas reais e relevantes. A definição do desafio com base no futuro desejado pela organização é crucial”.

Se, por um lado as empresas demonstram desejo de inovar, pesquisas acadêmicas revelam um longo caminho a ser percorrido. Estudo realizado pelo Centro de Pesquisa Atopos, da Escola de Comunicação e Artes/USP, aponta que “a colaboração já figura nas empresas como uma pressão interna, porém ela não está prevista nos modelos de negócio da velha economia. Isso deixa as corporações no dilema sobre o controle X não-controle”, sintetiza Dora Kaufman, doutoranda do programa de pós-graduação em Ciências da Comunicação da instituição.

O futuro do dinheiro, os desafios da inovação nos pequenos negócios, corpore venture no Brasil, crowd envisioning e crowdfounding foram pautas dos painéis e debates promovidos durante o evento. A CCS 2014 contou com mais de 20 conferencistas, além da participação internacional (via web) de Jimmy Walles, fundador da Wikipedia, de Shaun Abrahamson, fundador da Mutopo e Stefan Lindegaard, autor e palestrante especialista em open innovation e gestão da cultura de inovação.

 

*Cassia Aulísio é jornalista e pós graduada em Comunicação Corporativa e Relações Públicas, com formação executiva em Inteligência de Mercado. Participou da CCS 2014 a convite da Rede Mulher Empreendedora, onde é embaixadora e contribui com artigos sobre temas ligados à comunicação e gestão empresarial para pequenas e médias empresas.

Fonte: Divulgação

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