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 No último dia 02 de outubro, tive a oportunidade de participar de um evento muito especial: Forum Anual WEConnect International no Brasil. Internacionalmente reconhecido, este evento reúne mulheres proprietárias de negócios, multinacionais, empresas locais, representantes do governo e organizações que apoiam o desenvolvimento econômico do país.

O Forum Anual WEConnect International tem como objetivo a inclusão de empresas lideradas por mulheres na cadeia de fornecedores de grandes empresas. O evento foi dividido em duas partes: no período da manhã foi reservado para painéis com representantes de empresas e empreendedoras especializados no assunto... com apresentação de cases de empreendedoras de sucesso e no período da tarde para rodadas de negócios entre empresas de mulheres certificadas pela WEConnect International com representantes das áreas de compras das grandes empresas.

Tive a oportunidade de ouvir empreendedoras que foram homologadas por multinacionais e que já iniciaram, inclusive, a expansão de suas operações para o exterior. O pulo do gato foi: elas buscaram especialistas e se profissionalizaram!

Durante as apresentações, ficou muito claro que nós, empreendedoras, precisamos constantemente responder a questões importantes relacionadas ao nosso negócio e começar a tomar decisões – cada vez mais assertivas – sobre nossas empresas. Vamos então às orientações dos especialistas:

 

1)     Qual o tamanho e a dimensão que você quer e pode para sua empresa? As empresas multinacionais buscam fornecedores regionais, porém, que estejam preparados para interagir de forma global. Em muitos casos, a contratação é feita pelo Brasil, mas os clientes finais estão em outro país e os processos de compras, pagamentos, follow up de projetos entre outros procedimentos internos seguem normas internacionais.

 

2)     A WEConnect certifica empreendedoras brasileiras e suas empresas para que elas possam participar da cadeia global de fornecedores de multinacionais. Depois de uma análise de elegibilidade, a empresa pode ganhar o Selo de Certificação – uma garantia formal que contribui para a otimização do processo de homologação de fornecedoras que atendem a padrões internacionais junto às multinacionais parceiras da WEConnect. Para tanto, as empreendedoras interessadas nesta certificação se associam à WEConnect e pagam uma taxa anual.

 

3)     Sim, é necessário que a empreendedora e ou os membros destacados de sua equipe sejam capazes tecnicamente de se comunicarem - escrito e falado - em inglês. Uma das observações feitas durante o evento é que as multinacionais ou de grande porte não podem ficar disponibilizando seus funcionários para intérpretes entre fornecedor e áreas contratantes, pois, se torna um processo desgastante e custoso.

 

Não basta abrir um negócio, é necessário firmar sua empresa no mercado. As multinacionais são bastante criteriosas na homologação de seus fornecedores. A empreendedora deverá apresentar vários documentos, receber em alguns casos, mais de uma visita técnica em seu estabelecimento e comprovar saúde financeira a médio e longo prazos. A empreendedora precisará ser capaz de entregar os serviços contratados com a qualidade e prazos negociados e, principalmente, nas condições de pagamento que varia de empresa para empresa conforme normas de suas matrizes no exterior.

 

4)     É preciso fazer contas e correr riscos calculados. Fechou o contrato, precisa iniciar o projeto, mas está sem fluxo de caixa? Recorrer ao banco pode ser uma saída, mas desde que, os juros sejam bem negociados que a empreendedora tenha garantias que o produto ou serviço será entregue por sua empresa. A fornecedora precisará estar preparada para atender a demanda por completa e pedir orientação quanto ao processo financeiro de recebimento de pagamento, por exemplo, se o mesmo vem direto do exterior, quais as taxas e impostos envolvidos na transação internacional evitar prejuízos.

 

5)     As mulheres são muito bem-vindas. Segundo pesquisa realizada nos EUA pela empresa Walmart, foi identificado que as consumidoras finais da rede dariam preferência por produtos que fossem produzidos por empresas de empreendedoras.

 

6)     Portanto, o que manterá as empreendedoras na cadeia de fornecedores de empresas multinacionais e de grande porte não será gênero, mas competência técnica e empresarial.

 

Crescer ou não crescer? Eis a questão. No caso de muitas empreendedoras, o desafio é até anterior a todo esse processo. Primeiramente o de tomar a decisão de abrir um negócio próprio, de se manter nele e de transformá-lo numa empresa capaz de ser desenvolvida, profissionalizada, competitiva e autônoma. Business é Business.

Mais informações:

WEConnect International in Brazil

 

www.weconnectinternational.org

  

Erika Angeli é sócia-fundadora da De Angeli Projetos, Reformas e Construções, empreiteira especializada na gestão e execução de obras e reformas. Foi participante do Programa 10.000 Mulheres na FGV. Empreteca pelo Sebrae SP. Atua em projetos sociais e corporativos como Educadora em Visagismo: Imagem Pessoal e Profissional. É recém-chegada ao time de Embaixadoras da RME.

Fonte: Divulgação

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