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25 de Novembro e o Combate à Violência Contra a Mulher

 Dia 25 de novembro é um dia emblemático. Dia internacional do combate à violência contra as mulheres e a Rede Mulher Empreendedora foi convidada a participar de um debate muito importante sobre esse tema em São Paulo, promovido pelo Bem Querer Mulher.

Hoje temos muitos serviços em favor da mulher e contra a violência, precisamos reverenciá-los. A Lei Maria da Penha, as Delegacias da Mulher são passos importantíssimos, mas não resolveram todo o problema. A cada 5 minutos uma mulher é agredida no país. A cada 2 horas uma é assassinada. Sem falar dos estupros, dos chacoalhões, da violência verbal, do preconceito quando se escolhe um homem para não se escolher uma mulher.

Enquanto ocorria o debate, recebi uma mensagem de texto de uma amiga comovida com a nossa participação. Ela teve a experiência de conviver com uma mulher que foi violentada por todos os maridos, ainda é. Há pouco tempo se escondeu do marido em um batalhão da polícia, mas depois voltou a viver com ele. Você pode se perguntar: por quê? Por medo, culpa, vergonha, medo de perder os filhos e, o principal, baixa autoestima. A violência contra a mulher ainda está entre nós, mesmo com tantas campanhas e com o aumento das denúncias.

Já foi desmistificado que a violência contra a mulher é apenas física e sexual, assim como é um problema das classes menos favorecidas. Há mulheres empregadas e bem-sucedidas profissionalmente que não conseguem romper o ciclo de violência com seu parceiro. No entanto, caiu em 10% o índice de homicídios de mulheres brancas e subiu 54% o de mulheres negras. Não é somente uma questão de segregação racial, mas de segurança, lembra Luana Grillo, da ONU Mulheres.

No mundo, 35% das mulheres já sofreu violência. No Brasil, essa estatística é 70% maior. Subimos de 7º para 5º país na classificação da taxa de assassinatos de mulheres. É um número inaceitável, ressalva, ainda mostra Luana. “70% das pessoas que sofrem violência sexual no Brasil são crianças e adolescentes. Isso é perturbador”.

Vamos combinar que o que oferecemos como comunicação no país não favorece a não violência. Cristina Carvalho Pinto, do Grupo Full Jazz, lembra que é importante entender que há causas que vêm bem antes das consequências, como a erotização das meninas nos programas de televisão, as relações e o papel da mulher nas novelas e os tão falados esse ano comerciais de cerveja. Assim como precisamos perceber que o nosso comportamento na definição de papeis ainda na infância prejudica a igualdade de gêneros: carrinhos para meninos e fogõezinhos para meninas, mostra Míriam Scavone, do Instituto Avon.

Uma para cada 10 meninas no mundo já sofreu violência sexual. Essa vivência na infância, somada à experiência da mãe que apanha do marido, das mulheres da sua família que foram agredidas, foram essa mulher que na fase adulta se conforma com a situação. A violência contra a mulher produz graves consequências emocionais, além das físicas, para os filhos.

Precisamos descontruir a cultura do estupro, da pedofilia, da exploração sexual. Do fim do cárcere emocional, em que a mulher não usa a roupa que o companheiro não gosta, não se embeleza para sair de casa, não deixa de trabalhar porque lugar de mulher é cuidando do lar, apanha, mas não quer ficar sem o companheiro.

A promotora federal Maria Gabriela Mansur, especializada em violência contra a mulher, lembra da importância da iniciativa privada no apoio à causa. Ainda é um tema de difícil assimilação e divulgação.

O Bem Querer Mulher é o Movimento pela Não-Violência à Mulher, criado em 2004 com o apoio da ONU, do Grupo Full Jazz de Comunicação, do meio artístico e mídias nacionais, que apenas em 2014 realizou 485 mil atendimentos através do Ligue 180.

“Meu trabalho é das 8 às 16h. Eu queria eu fosse 24 horas”, diz Joseane Bernardes, agente da CIC Leste do movimento Bem Querer Bem, que somente ontem atendeu 40 mulheres que foram violentadas e não conseguiu almoçar. Seu celular fica de plantão 24 horas. Eu quero ver um mundo em que o trabalho da Josiane não precise mais existir.

Isso diz respeito a homens e mulheres. Precisamos aceitar e assumir seu papel na mudança do comportamento. Não fechar os olhos para o problema é o primeiro passo para contribuir e ajudar a resolver. Como você vai fazer a sua parte?

 

 

Fernanda Nascimento, tem mais de 21 anos de experiência em marketing estratégico. É especialista em marketing digital e branding, com passagem por grandes multinacionais como o grupo americano Danaher e a alemã Volkswagen. Diretora de Desenvolvimento de Negócios da Rede Mulher Empreendedora, sócia da Stratlab, consultoria para PMEs na área de Desenvolvimento de Negócios e Planejamento Estratégico, incentiva a inovação para resultados mais rápidos e a digitalização do marketing para a certeza da conversão em vendas. www.stratlab.com.br

Fonte: Divulgação

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